Da série “Seria cômico se não fosse trágico”, percebi que a ciência da usabilidade ainda não é madura o suficiente para seus membros serem levados a sério. O primeiro e-mail que recebi esta manhã era uma indicação de um artigo contando a guerra de divas entre dois escritórios de usabilidade ingleses.
No início do ano, a Interactive Bureau publicou um artigo em seu site com críticas sobre os cem maiores sites ingleses. Alguns dos resultados foram:
- 16 websites precisam ser destruídos para se começar tudo de novo do zero.
- 41% dos websites não possuem busca.
- 1 em 5 dos websites não dizem para que servem na home-page.
A guerra de divas começou quando o The Usability Company resolveu questionar os métodos de avaliação da pesquisa. Eles disseram que a IAB não utilizou “usuários de verdade” na pesquisa, que apenas juntou um monte de regras e aplicou a todas ao mesmo tempo.
Oras! Todo mundo sabe que as duas avaliações mais populares em usabilidade são a heurística e a cooperativa.
A avaliação heurística é realizada por um especialista com um conjunto de guidelines na mão e seu bom senso. Jakob Nielsen “inventou” a avaliação heurística e as primeiras guidelines para websites para ganhar dinheiro e ficar rico. E conseguiu, não?
Por outro lado, a avaliação cooperativa é quando um especialista arranja um usuário de computador comum no meio da rua e bota ele para usar o site. O relatório é redigido com base nas dificuldades encontradas e nos caminhos percorridos [hum... modelo mental? 8;)].
Desta forma, concluímos que eles só querem aparecer. Mas nos resta uma questão: será que estas metodologias são as melhores mesmo? Ainda não sabemos de verdade. Estes estudos são tão recentes quanto a própria Internet, e pouco do nosso conhecimento acumulado anteriormente está nos ajudando agora. Só nos resta estudar mais e mais.
- My usability study is better than yours, por Tim Richardson, em inglês
- FTSE-100’s Web sites are still ‘wallowing in mediocrity’, relatório do Interactive Bureau London, em inglês
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