Quem manda aqui sou eu

Controle explícito:
O critério controle explícito se refere tanto ao processamento do sistema decorrente das ações explícitas do usuário, quanto ao controle que os usuários possuem no processamento de outras ações do sistema. |*|


De todos os pecados que um desenvolvedor pode cometer, acho que o maior deles é deixar o usuário perceber que quem manda na página é ele, não o usuário. Tirar o controle do usuário sobre o que está acontecendo em sua máquina chega a ser um abuso de autoridade. Não acho isso muito politicamente correto, mesmo que você tenha razões de sobra para não deixar o usuário mexer no seu precioso website.

Existem vários tipos de desenvolvedores controladores. Há aqueles que não querem que o usuário saia do website de jeito nenhum. Para isso, todos os links externos abrem em uma nova janela do browser, não interessando se a barra de tarefas está lotada ou se a memória RAM está se esvaindo rapidamente. E se o usuário ousar partir de sua página, o desenvolvedor coloca um alerta de “Você já vai? Mas tão cedo! Obrigado pela visita e volte sempre, viu?”.

Há os superprotetores que colocam scripts para evitar que o usuário clique com o botão direito do mouse e consiga ver o supercódigo. Particularmente, eu odeio estes scripts! Aprendi o HTML fuçando no website dos outros, assim como muita gente por aí. E além do mais, vá no menu do browser, escolha View, e em seguida, clique em Source. Voil? !

Além destes, há os espaçosos. A tela padrão do navegador é muito pequena para tanto ego. O desenvolvedor tem que abrir uma nova janela, do maior tamanho possível, usando até full screen [argh!], e sem nenhum menu default do browser. Tsc tsc tsc… [Lembra de uma época em que todo mundo estava usando pops cromeless?]

Mas, ? s vezes, não tem como deixar de ser um desenvolvedor controlador como, por exemplo, para evitar um erro do usuário. A validação dos campos não deixa de ser um tipo de controle. Chatinho, mas necessário. Mas acho que o usuário, neste caso, nos perdoa e se sente até mais confortável sabendo que os dados que ele irá enviar estarão preenchidos corretamente. Mas gerenciamento de erros é outra guideline e fica para depois. 8;)

É absolutamente necessário que tenhamos uma atitude de que criamos um website para o mundo, ops, para o usuário. Não devemos protegê-los demais, pois faz parte de sua natureza ser explorado, ser vasculhado, virado de cabeça para baixo. E quanto mais o usuário estiver ? vontade para interagir, maior o sucesso do website.


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Este artigo foi publicado por Simone Villas Boas no pixeladas aleatórias [http://s1mone.net] em 10/06/2003 às 11:57 na categoria Usabilidade. Você pode acompanhar os comentários neste feed. Você pode deixar um comentário.


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