Nestes dias, o All Music Guide relançou o seu site com uma reestruturação completa. Foram revistos arquitetura da informação, usabilidade, lanternagem, funilaria, troca de óleo… tratamento vip. Adorei o visual mais limpo e a navegação bem estruturada. Ficou mais simples obter alguma informação específica com a riqueza que este site pode oferecer de fato. Mas claro que esta é apenas a minha opinião.
Um amigo - o mesmo que me mostrou o site e me viciou nele - ficou revoltadíssimo com o redesign. Perguntei se ele não achava o site meio tosco antes com aquela texturazinha amarelinha e toda a informação do mundo entulhada numa página só. Ele apenas replicou dizendo que o site estava mais burocrático. De fato, a nova arquitetura, que possibilitou ampliar as possibilidades e tornar as páginas menos carregadas, também aumentou o número de cliques.
Entendo ele perfeitamente. Um usuário de anos acaba sentindo algum afeto pelo site. Aquele site também é dele. E, por mais que o usuário compreenda o espírito mutável dos websites, acordar uma bela manhã e ver seu site mais “burocrático” é um choque e tanto. Isso não significa perda imediata de usuários, mas pode ser um revés temporário numa imagem que leva-se muito tempo para construir.
Redesigns são necessários. A cada dia, aprendemos mais sobre os usuários, sobre o desenvolvimento de sites, sobre a Internet em si. Aprimorar sempre é um dos princípios da civilização ocidental, não é? Mas é bom prevenir o choque. Transições graduais podem ser uma solução. Outra pode ser a notificação do usuário por editorial ou newsletter. E aproveite para sondar o usuário quanto à sua satisfação.

A exploração descomprometida com a informação foi privilegiada nesta nova versão do site
17/08/2004 às 23:53
18/08/2004 às 14:17