Haja redes sociais!

Fui convidada para mais uma social networking neste final de semana. A bola da vez agora é o Link, do grupo Estadão. Parece que os meus maiores receios se concretizaram. Cada empresa mais ou menos metida a grande vai querer ter o seu próprio site de rede social.

O que seria interessante para aproximar pessoas e empresas, agora virou o oba-oba do marketing preguiçoso. Faça-me o favor! Existem modos mais sutis, portanto mais eficientes, de se conseguir levantar o perfil dos usuários. Sites como estes precisam de um investimento de tempo e dinheiro por trás bem mais sério do que simplesmente copiar a estrutura dos orkuts e multiplys da vida. No caso do Link é bem claro que não houve investimento algum neste sentido, a começar pelo design tosco toda vida. Pobre do tal Rodrigo Martins que deve ser a equipe inteira do site.

Há possibilidades fantásticas para quem quiser explorar sistemas de redes sociais. O Multiply mesmo revelou sua função ao disponibilizar impressão de fotos. O Sexkut, que foi mais um pega pato do Coca da Boa, anuncia que ele deve entrar em operação mesmo por demonstrar ser comercialmente viável (!).

Apenas com uma olhada rápida no Social Networking Services Meta List salta aos olhos a quantidade e a variedade de serviços oferecidos. Os sistemas deixam de ser uma grande agenda de endereços onde se misturam contatos de trabalho e pessoais. Lembro de muita gente que andou censurando o próprio perfil do Orkut retirando a opção sexual e deixando algumas comunidades de conteúdo mais picante. Tudo porque o chefe e os colegas de trabalho tinham adicionado o usuário à suas listas. Para estes usuários mais preocupados com sua face virtual, o ideal são os sistemas especializados como o LinkedIn (para parceiros de negócios), Cristianster (para parceiros de fé) e Spicy Senior Singles (para parceiros… hum…).

Como diriam os velhos amigos da internet lá dos idos de 2000, as oportunidades na rede estão a para quem tiver criatividade e para quem chegar primeiro.

Por | Alterado em 11/10/04 às 10:10

Comentários

  1. Alexandre disse:

    Concordo, e posso dizer mais… comunidades de internet pressupoem-se nichos altamente especializados, mas o q dizer da venda de convites do orkut?? e do gmail então?
    Tudo, no fundo, se resume a formas gananciosas de se explorar… mesmo aqui o sonho acabou

  2. s1møne disse:

    A venda de convites mexe com outro ponto bem sacado do Google. Li na reportagem sobre o Orkut na Super Interessante uma pesquisadora falando do termo “fetiche do convite”. O sistema pode nem ser tão bom assim, mas se é um clube fechado, você tem que estar lá também. O Fotolog brinca um pouco com isso de “todos os meus amigos estão aqui também” e é só por isso que ele ainda sobrevive. Acredito que pior ainda que a venda, é a distribuição de convites gratuita para o GMail [http://isnoop.net/gmailomatic.php] ou para o Orkut [através do grupo orkut@yahoogrupos.com.br]. No GMail-o-Matic fica claro o desprendimento de alguns dos usuários em relação aos seus convites.
    []s

  3. Joquito disse:

    ola, ja que quesítionam tanto a distribuição de convites gmail então me enviem um de um jeito honesto.Agradeço se colaborarem.
    joquito@ubbi.com.br

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