Com o aumento da fatia do mercado dos browsers open source nas últimas semanas e a perda da credibilidade dos seus produtos, a Microsoft andou abrindo o olho e está jogando muito, muito sujo. Banners monstruosos em vários sites brasileiros “vendendo” o SP2 como a oitava maravilha é apenas o sinal mais aparente disso.
As empresas de segurança estão investindo pesado para encontrar falhas de segurança em programas de código aberto. E estão divulgando seus feitos em releases prontinhos para publicação na imprensa especializada. E a, é claro que vem um ou outro defensor do Internet Explorer (normalmente algum desenvolvedor preguiçoso demais para desenvolver de acordo com os padrões Web) dizer “eu não falei? viu? viu? viu?”. Hoje saiu uma nota na Folha de São Paulo Online que chega a ser ridcula.
No texto entitulado Falhas no Opera e Firefox podem revelar dados dos internautas, o primeiro parágrafo afirma que todos os navegadores, com exceção do Internet Explorer, possuem uma gravíssima falha de segurança. Poderiam ser mais sutis, não? Sem falar que nem era uma falha de segurança e sim um modo de enganar usuários ingênuos. Veja você mesmo no site da Secunia.
Convenhamos que micro seguro é micro desconectado da rede e ponto. Não há firewall ou anti-vírus seguro o suficiente para que um usuário desprovido de noção, que abre todos os anexos que recebe ou que distribui seu cartão de crédito para meio mundo virtual. E não há software impenetrável e infalível. Todos são e isso não irá mudar. Só lamento. Ninguém escapa de ser invadido ou contaminado.
O que falta para os usuários é informação decente sobre como não se contaminar. Falar que não pode baixar MP3 ou usar CD pirata, por exemplo, porque todos estão cheios de pragas virtuais não é só uma falta de visão, mas sim uma prova da venda da alma do jornalista às grandes corporações.
Por outro lado, a comunidade open source que tem se empenhado fortemente na evangelização do software livre, com direito a anúncio no NYTimes e festas manguaceiras, poderia também contra-atacar nesta campanha. A nova arma para guerrilha de navegadores e sistemas operacionais é informação clara e objetiva para os leigos. Hoje, não basta ser melhor, mais usável e mais barato. Todos têm que aprender a confiar.
Mais:
- Browse Happy: site fofinho com testemunhos de pessoas que trocaram de navegador.
- Tentei salvar uma página com um banner monstrengo da Microsoft do site do IG. O resultado é lamentável, mas dá para ter uma idéia. Veja no Firefox e no Internet Explorer.
- Post ótimo para abrir a cabeça de pessoas que ainda acham que o custo para desenvolver de acordo com os padrões Web é alto e supérfluo. Contribuição da companheira Renata Rocha.
22/10/2004 às 15:46
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