Comprei uma bolsa maior semana passada. A que estava usando para ir trabalhar não comportava o número de gadgets que eu *preciso* todos os dias para ir até o trabalho e voltar. Um celular que realiza chamadas e envia mensagens de texto, uma câmera digital para aqueles flagrantes, um tocador de MP3 para me isolar de toda esta loucura, um handheld para pôr alguma ordem na minha vida. Meus brinquedos constituem uma nova estrofe para aquela velha canção da Marisa Monte.
Tenho um certo fetiche por cada um. E eu os admiro justamente porque fazem apenas o que são feitos para fazer com apenas uma ou outra funcionalidade nada-a-ver embutida. E por isso fazem isso muito bem e são mais baratos. Mas sou uma exceção. Vejo que as pessoas estão aceitando bem esta tendência de tudo se fundir em aparelhos super-poderosos que tiram fotos, fazem vídeos, vêem TV, ouvem rádio, lêem RSS, participam de vídeo-conferências, entre outras coisas que nem consigo imaginar.
Hoje, lendo uma matéria na Folha Online o modelo 7710 da Nokia que está sendo lançado lá fora agora. É um celular com até 128Mb para dados! As possibilidade são maravilhosas, mas será que é mais um aparelho que tem que despender horas aprendendo todas as funcionalidades com o medo de ser sub-utilizado?
Veja mais
- Artigo do Rigonatti no Mobile Life sobre ver televisão em celulares e outras coisas.
- Pesquisa projeta micro de mão ideal, na Folha Online.
Por Simone Villas Boas | Alterado em 03/11/04 às 12:11

Eu até gosto destas misturas de funcionalidades, mas acho que isto normalmente leva ? perda de possibilidades de explorar cada funcionalidade especificamente.
Por isto, um produto destes até é interessante, contanto que a mistura de funcionalidades não seja exagerada e que o usuário queira ter realmente um pouco de cada funcionalidade.
Agora, a bateria deste celular da Nokia, por exemplo, aguenta tanta utilização?