Tornando o RSS mais amigável

Venci a preguiça e fiz uma interface em XSLT bem simples para o RSS deste blog (update: versão antiga do CMS). Fica bem mais legível deste modo para um usuário totalmente perdido que clicou neste link por acidente.

Saiba agora como fazer o seu primeiro XSL em apenas três passos!

Para efeitos de exemplo, irei usar o RSS 2.0, mas o mesmo pode ser feito para Atom, OPML ou qualquer outro XML. Basta ir mudando os nomes dos campos (ou namespaces) que o arquivo XML traz. Para saber o nome dos campos, não tem jeito: tem que abrir o XML no seu bloco de notas favorito e olhar o código.

Importante: Antes de mais nada, você sabe onde está o seu RSS? E como editá-lo? Dependendo do sistema ele não estará disponível para edição. Veja as observações no final deste artigo.

Primeiro passo:

Achando o template do RSS, acrescente a linha em negrito logo no início do código:

 <rss version="2.0"> <channel></channel>></rss>

Esta linha diz que aquele XML irá usar o arquivo XSL rss20.xsl.

 

Segundo passo:

Crie o arquivo rss20.xsl e cole este exemplo de XSLT:

 xmlns:xsl="http://www.w3.org/1999/XSL/Transform"> 

Viu que o XSL é quase um HTML comum? Você pode acrescentar o conteúdo que desejar. Recomendo que coloque um link para algum artigo sobre o que é o RSS para usuários leigos, como faz o UOL ou link direto para o Projeto RSSficado.

Tome muito cuidado com a sintaxe do seu código. Qualquer erro no código e o XML pára de funcionar.

Para evitar problemas com o encoding, substitua acentos, cedilhas e quaisquer outros caracteres estranhos por entidades em formato decimal. Você pode obter a lista nas referências do Web Design Group

Terceiro passo:

Crie um arquivo CSS separado para os XSL e o nomeie de xslt.css. Eis uma sugestão:

body { font: 9pt Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; padding: 50px 100px; background: url(bg_feed.png) #ffd; } p, ul { width: 520px; padding: 0; margin: 0; } a, a:visited { color: #f60; } a:hover, a:active { color: #f00; } h1 a { font: 500 2em Georgia, "Times New Roman", Times, serif; text-decoration: none; } ul { width: 490px; margin: 20px 0 40px 30px; } li { list-style: square; font-size: 0.9em; margin: 10px 0; } #cc { font-size: 0.8em; }

Note que você pode manipular os dados da forma que bem quiser. Use imagens de fundo, fontes coloridas, efeitos de hover e o que mais quiser.

Prontinho! Agora veja o antes e o depois

Tutoriais sobre XSLT:
Observações:
  • MovableType: Todos os feeds podem ser alterados. Veja a seção de Templates do seu blog.
  • WordPress: Os feeds são gerados pelos arquivos wp-rss2.php, wp-rss.php e wp-atom.php que estão na raiz da instalação do WP.
  • Blogger.com: O sistema já possui um template padrão bem amigável, mas não customizável.

Álvaro Lins quer chamar o Orkut para depor

O chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro disse que tem que tirar o Orkut do ar por permitir a livre apologia ? s drogas. Isso logo após ter prendido dez jovens que traficavam na vida real através de contatos realizados através do site. Na China é a mesma coisa: nada de apologia à democracia.

Espero que os desvairios dos políticos, a truculência das polícias e o pânico das mães de famílias não ameacem a liberdade de expressão na Internet. A história se repete. Daqui a pouco instaura-se a moderação sobre todo o conteúdo para evitar que se falem de drogas, pedofilia… homossexualidade, teoria da evolução das espécies… democracia…

Veja mais sobre a liberdade de expressão no relatório do Human Rights Watch. No website há vários relatórios locais sobre o assunto.

Leia sobre a ação dos traficantes no Orkut nesta matéria do Globo Online.

Melhor um dólar na mão

Deu no Boing Boing: O novo livro de Harry Porter, de JK Rowling, já foi devidamente escaneado e já é figurinha fácil nas redes de bit torrents. Menos de 24 horas depois de chegar às livrarias, “Harry Potter and the half-blood prince” foi digitalizado usando um programa de reconhecimento de caracteres (OCR) e disponibilizado em PDF. O incrível feito foi mais birra do que qualquer outra coisa mesmo. Tudo porque Rowling determinou que não houvesse venda de e-books da série por medo da pirataria. Quando será que finalmente os micropagamentos se tornarão uma prática comum?

Os micropagamentos são uma forma de fazer pequenas transações financeiras on line. Pagamentos de menos de dez dólares não são muito vantajosos para instituições financeiras e mesmo para o grande varejo, mas são perfeitos para as pequenas doações. Imagine você mesmo doando um trocado seu ao clicar no botão do The Hunger Site. Simples assim como esperar para ver um banner de uma empresa colaboradora da ONG.

Mas será que é mesmo viável manter um webservice com doações de vinte e cinco centavos de usuários felizes? O Fotolog.net, apesar de entupir a interface de anúncios, ainda incentiva os gold cameras para ajudar a pagar as contas. O Audioscrobbler deixa o campo valor em aberto para o usuário contribuir com o que pode em troca de algumas bobagens a mais na interface. E eles continuam ativos! O Gravatar, que pede uma colaboração mensal de dez dólares (!), vive caindo.

Pense então no que pode ser feito em termos de venda de músicas, e-books, locação de vídeos, conteúdo especializado etc. Serviços e produtos reais podem sim escapar na cultura da pirataria para se tornar um negócio lucrativo através justamente dos micropagamentos. Basta haver várias iniciativas espalhadas por aí para criar a cultura da pequena colaboração.

Esta é uma boa solução mesmo para o mercado brasileiro, onde somos conhecidos por não querer pagar pelo que pode se ter de graça. Afinal, vender camisetas com ilustrações do seu livro ou vender banners para a Microsoft não é para iniciantes. E receber o dinheiro do Google AdSense pode ser um tormento. Melhor esquecer as grandes ambições! Será que não é bem mais difícil arrancar trinta reais de um usuário do que um real de dez?

Mais sobre micropagamentos:

Novo layout

Publiquei hoje um novo template para o blog. Não estava com vontade de fazer um menu então resolvi o problema de informações soltas com uns boxes aleatórios no final da home.

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