Latitude, Longitude: A geolocalização na Web 2.0
jan 06 2006
Cibercultura geolocalização, mapas, mashups, web 2.0 5 comentários
Toda nova mídia revoluciona o modo de ver o mundo e de estar conectado a outras pessoas. Desde a popularização do rádio, do telefone, da TV, sentimos que estamos mais próximos de culturas cada vez menos exóticas e mais acessíveis. Neste casos, foram eventos que ocorrem a cada trinta, quarenta anos. Desde o advento da Internet, damos saltos assim a cada ano. Se é para citar um salto relevante em 2005 para a Web, este evento será o resultado da popularização da geolocalização na Web, através dos lançamentos do Google Maps e Google Earth, suas APIs e seus genéricos.
O desenvolvimento de tecnologias e padrões geospaciais e sua conexão com a Internet não é novidade. No entanto, com o interesse despertado pelo Google Maps e Google Earth, aliado aos gadgets GPS que conhecemos há tempos, a geografia e a cartografia entraram na onda Web 2.0.
O desenvolvimento de aplicativos geoespaciais para a Web floresceram no segundo semestre de 2005. Talvez o mais popular desta leva, o Frappr!, relaciona comunidades virtuais com a localização de seus membros usando a API do Google Maps.
Outro sistema é o Plazes, ideal para quem usa laptops com conexão wireless e viaja muito. Basta fazer download do “launcher“, conectar-se à rede e o seu profile é atualizado com a informação de onde você está naquele momento. Alguns geeks nômades insanos, como Joi Ito, adoram ser rastrados, descobrir novos lugares e aumentar seu karma no sistema. Todas estas informações, claro, podem ser atualizadas em seu blog através de banners, applets ou feeds.
Mas antes de todos eles, Ask Björn Hansen criou o GeoURL. A idéia é localizar websites geograficamente através de quatro linhas de metadados contendo a latitude e longetude. Além de uma conta no sistema. A base do GeoURL pode ser acessada também através extensão para Firefox que informa a localização do site, seus sites vizinhos e faz o link direto para outros aplicativos como o próprio GeoURL, Google Maps, MapQuest e Multimap.
A lista não acaba aí: Flickrmap, Placeopedia, Cell Reception, Incident Log, Twitter Local, TwittEarth, entre outros.
Sendo apenas um aplicativo isolado de geolocalização, os “GeoWebApps” podem integrar características de redes sociais e folksonomia. Integrar geolocalização aos aplicativos já estabelecidos pode ser um bom upgrade aos sistema já existentes. Este foi, por exemplo, uma das primeiras solicitações dos usuários brasileiros no Orkut em 2004, e que foi bem implementada no clone UolK. A questão inicial será sempre se o nível de experiência do usuário irá possibilitar uma entrada de dados longitude/latitude capturada de um Maporama da vida ou fazer a localização por entrada textual de cidades, bairros e ruas.
Veja também:
- Where 2.0 é uma conferência sobre geolocalização e desenvolvimento Web que será realizada em junho em San Jose, Estados Unidos;
- The Geospatial Web: A Call to Action, What We Still Need to Build for an Insanely Cool Open Geospatial Web, artigo de Mike Liebhold na O’Reilly Network;
- Geography Matters [pdf], um white paper da ESRI para sobre os usos da geografia e da tecnologia geoespacial em diversas áreas de atuação;
- Google map API transforms the Web, no blog da ZDNet.
OBSERVAÇÃO:
Este artigo é de 2006. Não havia Google Latitude, nem Foursquare e nem Gowalla. Rola uma atualização em breve. :)
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jan 09, 2006 @ 09:22:00
Muito bom seu artigo. Tenho que reconhecer que neste último ano, o crescimento de serviços de localização na Web fez com que aumentasse ainda mais as redes de relacionamento. Serviços como o Frappr!, que se popularizou rapidamente.
É… o mundo tá ficando cada vez menor :-)
jan 10, 2006 @ 15:38:42
Assino embaixo com o que o Ciro disse. Há um ano atrás mal sabia quem acessava, mto menos de onde, hj vc vê de qual país, estado, cidade, a hora, seu site, sua foto, entre outras coisas…
Cada vez melhor e espero que naum seja apenas mais um “boom”… ;)
jan 18, 2006 @ 13:34:51
Se nós que procuramos estar antenados a tudo isto ficamos meio perdidos neste cipoal de novidades, imagine o “sr. usuário comum”
jan 30, 2006 @ 14:45:15
O mundo desenhado hoje na web leva cada vez mais à perda do anonimato digital. O usuário será um ilha de carne e osso cercado de bits por todos os lados, mas paradoxalmente, a questão central é converter esse monte de ferramentas bacanas em lucros sustentáveis.
Não sei quanto tempo isso vai levar, mas o pior é que talvez isso nunca aconteça. Podemos estar assistindo a mais uma bolha da internet.
mar 29, 2008 @ 20:33:19
e massa