Web 2.1: cautela e canja de galinha

Projetos acalentados durante meses podem ser adoráveis, mas sem o timing correto perdem usuários, oportunidades de negócios e o sentido de existir. Sites como Newsvine e Ma.gnolia têm alguma chance de sobreviver a uma bolha?

Newsvine é um grande portal colaborativo de notícias. É uma grande mistureba de notícias de agências tradicionais com blogs, comentários sobre posts e sala de bate-papo. A diferença entre os rústicos agregadores, como o Digg e o Bloglines, e este site é que tudo nele é embalado no mais fino design. Cada interface parece ter passado por meses de análises de usabilidade.

Ma.gnolia também é bonito de se ver. Design minimalista, é uma versão sofisticada do del.icio.us com pitadas de StumbleUpon. Possui o essencial dos projetos de social networking prometendo altos mingaus informacionais regados a muita folksonomia.

Os dois projetos ainda estão na fase beta e fechados para alguns usuários. Tive a sorte de testar estes dois, mas nem sei quantos outros estão por aí neste mesmo estágio de desenvolvimento, causando burburinhos e muito pouco efeito prático.

Eis que surge a questão: apesar de todo o poder de fogo destes novos empreendimentos, ainda há espaço para mais Web 2.0? Desde o início do ano, todo o mercado está correndo para desmantelar a bolha antes que ela aumente mais. Se pensam em vender bem seus projetos, o mercado precisa recorrer a outros players, pois o Yahoo! já passou o rodo e Google e Microsoft investem na prata da casa.

Ser genérico não é mais uma solução viável para um bom emprendimento na fase Web 2.0. Investir em nichos, sem grandes expectativas, é uma saída para quem chega agora. Os portais verticais foram os primeiros que afundaram na primeira bolha, mas ainda assim é ramo 2.0 ainda pouco explorado e bastante promissor. Last.fm e 43Things que o digam.

É necessário pensar simples, desenvolver uma boa idéia com poucas interfaces e uma infra-estrutura extensível. E publicar logo! Senão, é voltar para a prancheta e esperar a próxima onda.

Obs.: antes que comecem os pedidos de convite para o Newsvine, prefiro não ceder para ninguém que pedir por aqui. Ele será aberto em breve. Para o Ma.gnolia, basta enviar um e-mail e aguardar.

Por | Alterado em 30/01/06 às 17:01

Comentários

  1. Não entendo como se investe tanto tempo e dinheiro em um projeto – o Newsvine – que é apenas um Bloglines melhorado.

    Incompreensível mesmo.

    A não ser que ele se proponha ser um pouco mais do que isso.

  2. Maggie disse:

    Thought you might also be interested in checking out http://www.diigo.com. It’s about “Social Annotation???, a superset of social bookmarking.

    Diigo is packed with lots of advanced power features. It is still under closed beta. I would like to invite you to try it out. We’d love to have your participation and feedback.

    Maggie

  3. Tiago disse:

    Tem muita gente boa falando coisas interessantes a respeito da WEB 2.0. Principalmente nos Estados Unidos, Europa e Brasil.
    E também tem gente boa desenvolvendo produtos, serviços e aplicações para WEB 2.0.

    Aceitam um desafio?

    Acesse o site http://www.webviolin.com e comente se o Brasil está ou não na vanguarda mundial da WEB 2.0. (garanto que não irão se decepcionar!)

    Obs: Acesso somente com Internet Explorer (a versão para Fire fox estará disponível no segundo semenstre de 2006)

    Abr,
    Brazil 2.0

  4. s1mone disse:

    CUIDADO COM A PROPAGANDA ENGANOSA. Este Violin NÃO é Web 2.0! LOL.

  5. s1mone disse:

    Achei o cara da empresa no Orkut e postei isso no scrap dele [TPM é f***]:

    Olá, já que um tal de Tiago foi fazer propaganda do Violin no meu blog, me coloco no direito de vir até seu scrap e perguntar: o que há de Web 2.0 nesta empresa?

    Antes de ser uma ‘plataforma’ como vocês a vendem, entendemos que Web 2.0 é tudo que aprendemos com os erros da primeira versão. É usabilidade, acessibilidade, portabilidade, interoperabilidade. É não negar acesso a um usuário que não tem MS Windows 98SE ou superior ou que escolhe não usar MS Internet Explorer. Ou mesmo prefere acessar a Web de qualquer outro dispositivo que não um PC. Ou ainda prefere não permitir nenhum sistema em ActiveX em sua rede em nome da segurança. Web 2.0 é ter o código otimizado para outros sistemas através de um código limpo, validado, de acordo com os padrões do mercado. Mas, principalmente, Web 2.0 não é levar o desktop para o browser. Quem precisa disso? O usuário precisa de novas soluções, que funcionem melhor em navegadores e on line do que aplicativos desktop.

    No final das contas, vocês cometem o mesmo erro das empresas Web 1.0: prometem mundos de interatividade, entregam desinformação. O mercado todo, que trabalha constantemente para elucidar, motivar e criar boas experiências de usuários, não precisa disso.

    Enfim, como diz o velho comercial, melhor vocês revisarem seus conceitos. Urgente! porque já estamos pensando na Web 3.0.
    []s

  6. Simone, preciso dar meus parabéns pela clareza, concisão do seu comentário e a paixão com que o temperou. Amplexos! Câmbio?

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