A crise e o e-commerce 2.0

A crise financeira nos tem levado numa montanha russa emocional: temos semanas otimistas e outras suicidas. Como em qualquer outra crise que já tenhamos vivenciado ou estudado, é o momento de cautela e paciência. Só que o Natal está chegando. Será que as grandes lojas estão preparadas para atingir suas metas em 2008 apesar da crise?

Para apimentar mais este cenário, o comércio eletrônico nacional deu uma sacudida nestas últimas semanas. Primeiro foi a chegada do Walmart. Menos de duas semanas depois, Submarino lança um novo redesign, talvez o mais radical de sua história.

Sacudida mais do que necessária. Desde a fusão de Americanas.com com Submarino há dois anos, o mercado se tornou um tédio só. Pouca competição ao longo do tempo leva a preços pouco competivos e serviços de baixa qualidade (alguém não tem alguma reclamação sobre entregas de Submarino e Americanas.com?). Ainda assim, as vendas pela Internet só subiram durante este tempo.

E é uma sacudida atrasada. O diferencial destes dois lançamentos é uma pitada de Web 2.0, algo que convivemos há anos já em todos os outros tipos de site. A seção Meu Wal-mart tenta algo de rede social, com foto do usuário, controle das resenhas feitas e agenda de eventos. Os produtos dos dois sites podem ser tagueados comunitariamente, e assim por diante.

O desafio agora é compensar o tempo perdido: pensar na Web Semântica, forçar mais os limites do SEO ético, inovar nos recursos de interface e de interação de verdade. O mundo inteiro lá fora já pensa na terceira onda da Web e não é hora para ficar parado olhando para a flutuação do dólar.

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Por | Tags: , , | Alterado em 16/10/08 às 10:10

Comentários

  1. Stelleo Tolda disse:

    Olá. Gostei bastante da análise em seu post. Hoje mesmo comentei sobre a entrada do Wal-Mart no comércio eletrônico: http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2008/10/15/e-o-varejo-tradicional-acorda-para-o-e-commerce/. Chego a cada dia mais que o comércio eletrônico é uma questão de necessidade para os varejistas e não só um modismo passageiro.
    Abs,
    Stelleo (http://WWW.mercadolivre.com.br/mlog)

  2. Lia disse:

    Oh! Minha (futura) dissertação de mestrado, parcialmente explicada!

    :*

  3. Guilherme disse:

    Adorei o post. Realmente a crise financeira é preocupante em vista a quantidade de produtos importados no mercado nacional, mas não seria a hora de empresas nacionais começarem a apostar mais no mercado?

    Afinal a competitividade dos produtos produzidos no Brasil AUMENTOU com a alta do dólar, e esse é o momento que muitas empresas poderiam utilizar para aumentar seus mercados através da internet.

    Falta apenas uma visão social mais empreendedora por parte das empresas nacionais… Mas quem sabe essa crise não funcione como um impulso para tal?

  4. s1mone disse:

    Guilherme,
    você tem toda a razão. Depois da publicação acrescentei a notinha do Blue Bus relatando o otimismo do consumidor brasileiro. E o básico que sei sobre crises financeiras é que é a oportunidade ideal para investir. 🙂
    []s

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