O progresso feito na marra

Nas últimas semanas, lovemarks de tecnologia andam anunciando produtos e serviços que entram em conflitos com outras marcas:

  1. YouTube lança uma versão HTML5 do site que dispensa o uso do plugin Flash Player (via Mashable). O player ainda funciona em poucas versões de navegadores e tem alguns bugs, mas já funciona.
  2. Apple anuncia o iPad que, assim como iPhone e o iPod Touch, não possui suporte ao Flash. Dias depois, Steve Jobs afirma em entrevista que a Adobe é uma empresa preguiçosa. Não sem razão. A versão do Flash para MacOsX causa mais travamentos do que na do Windows.
  3. Google suspende o suporte ao Microsoft Internet Explorer 6 (no Computerworld), A medida também vale para Firefox 2, Safari 2 e Chrome 3. A isso se junta a campanha forte nos últimos meses para matar o IE6 liderada pela própria Microsoft. Não sabemos o estrago que as estações de trabalho que ainda rodam XP por causa disso estão fazendo às vendas do Windows 7. Além disso, governos europeus passaram recomendar o uso de navegadores alternativos depois da invasão de contas de ativistas chineses graças a uma brecha de segurança no IE.

A Web vive de ondas rápidas. Muitos poucos sites conseguem fidelização de seus usuários que duram anos. A exceção são os serviços – como provedores de acesso e de webmail – e os portais que provém este serviço. Nos últimos anos, algumas redes sociais conseguiram isso com sucesso em alguns mercados, como o Orkut no Brasil e o Friendster nas Filipinas.

O irônico, é que a plataforma que sustenta este mercado volátil é praticamente o mesmo há dez anos. Fora algumas iniciativas da comunidades, como a adoção maciça do CSS para estrutura e dos frameworks JS, não houve evolução significativa no desenvolvimento para a Web.

Em desenvolvimento server-side, o mercado se dividiu entre JavaMicrosoft .Net e PHP. Alguns desenvolvedores tem migrado para Ruby, outra linguagem dos idos de 1990. Para aplicações ricas, temos o Adobe Flash, que domina o mercado desde 1996, apesar de outras iniciativas como o Silverlight. Além disso, o Flash Player está instalado em 99% dos computadores, sendo uma alternativa mais viável para a publicação de vídeos em sites como o YouTube e o Vimeo e matando o mercado do Quicktime, do Real Player e do Windows Media Player.

O HTML5, juntamente com o CSS 3, é uma especificação ansiosamente aguardada pelos desenvolvedores por causa dos seus inúmeros recursos, mas também é uma demanda das empresas de vanguarda. A nova fronteira é móvel, onde MacOsX e Android evoluem rapidamente para se manter competitivas. Veja este vídeo sobre o Motorola Milestone, onde a plataforma de desenvolvimento se tornou um argumento de venda.

O que vem por aí é excitante. Todos sabem disso. E se for necessário bater forte em um adversário, Apple e Google não se intimidarão. Para nós, profissionais da Web, tudo o que resta é se manter atualizado com as boas práticas e com as novas especificações mantendo os dois pés bem firmes na terra.

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Por | Tags: , , | Alterado em 26/02/10 às 18:02

Comentários

  1. A grande vantagem das mudanças mais recentes é que, graças ao bom humor do cara lá de cima, os renderers das versões mais recentes dos navegadores são menos esquisitos e seguem mais ou menos bem os padrões…
    É mais fácil acompanhar a evolução dos padrões do que ficar descobrindo e inventando truques para que os códigos funcionem de maneira semelhante em navegadores defeituosos.
    Considerando este aspecto, o IE6 já vai pra lá de tarde… 🙂

  2. Yoko disse:

    O mercado server-side se dividiu em php e .net?

    Acho que não eih: http://www.simplyhired.com/a/jobtrends/trend/q-java,+.net,+php,+ruby,+python

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