Twittetiquette

A sua “twittosfera” está saindo do controle? Não entre em pânico ainda. Veja a seguir alguns recursos e dicas para continuar sendo produtivo e acompanhar os hypes mantendo alguma sanidade mental.

  1. Não precisa seguir todo mundo que segue você. É algo gentil, mas aprenda que você pode ter admiradores e sua lista pode ficar impossível de acompanhar. Se resolver seguir, ligue as notificações por instant messenger (IM) e somente receba as mensagens de seus amigos. Desta forma, quando entrar em modo de procrastinação é só acompanhar via Web ou através de algum plugin ou programa cliente para o Twitter.
  2. Ligue o IM e a notificação por SMS, mas tenha cuidado com quem está na lista de notificação por IM. Seja criterioso senão seu celular não irá parar nunca de apitar.
  3. Saiba quando citam você ligando o modo paranóia. É possível rastrear todas as mensagens enviadas para você com um tracking. Digite no seu celular ou IM:
    track seunick

    Para desativar paranóia é só digitar:

    untrack seunick

    Isto serve para qualquer expressão: “track barcamprio”, “track nickdoseunamorado”, “track dogging São Paulo” e assim por diante.

  4. Saiba também quando estão falando com você por RSS. Vá até a tela Replies do seu perfil e assine o feed. A melhor ferramenta para isso é um cliente de e-mail, como o Thunderbird.
    Os replies são apenas interpretados desta forma quando o post começa com @nick (dica @crisdias). Portanto, o modo paranóia total é mais eficiente o tracking.
  5. Seus critérios para seguir ou não alguém são apenas seus! Ninguém precisa saber que foi rejeitado porque é um miguxo, um stalker ou um business bullshit generator.

Algumas ferramentas legais:

Se você tem alguma outra sugestão de twittetiquette, faça um comentário neste artigo!

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Blog low profile

A primeira encarnação deste blog se estabeleceu no Blogger da Globo.com em outubro de 2002. Era um blog de usabilidade na Web com um template tosco, tosco, mas que era atualizado mais de uma vez por dia. Eram notas dos cursos de Usabilidade na Puc-Rio. Eu era uma blogueira ansiosa que não escrevia para ninguém. Aliás, eu estava muito feliz por escrever para mim mesma. Se minhas anotações fossem úteis para alguém, muito legal! Se estas anotações me ajudariam a ter trabalho para mim e para meus amigos como hoje em dia eu consigo, só fui descobrir anos depois e com alguma surpresa.

O público que lê estas linhas hoje no pixeladas só chegou por aqui meses depois dos primeiros posts. Boa parte deles perdeu esta minha fase bizarra de escrever para os blogueiros meia-tigela do blogger.globo.com. E todos eles tinham uma única pergunta: como ser popular? Até que ajudei alguns com algumas dicas e pesquisas. Foi o começo de um trabalho que nunca terminei sobre os blogs corporativos que ia ser publicado antes de todo mundo. Bonde perdido? senta-se e espera-se outro.

Não acredito que cinco anos depois a pergunta ainda é a mesma. Agora o foco estão nos rankings. É ranking dos melhores, ranking dos péssimos, ranking dos twitteiros, super trunfo blogs… E tudo está envolto nos mais diversos flames. Sério, minha gente, e o conteúdo?

Blog é conteúdo, é idéia, é paixão.

Rankings deveriam ser engraçados! Deveriam existir para nossa diversão não para nosso estresse. Quer coisa mais patética que o Guiness Book? Não quero meus amigos neste livro!

Claro que fica tudo pior com a monetização dos blogs. Seria lindo se todos neste país pudessem ganhar dinheiro publicando suas idéias e gerando conteúdo na Internet. Eu não tenho ilusões! Mesmo se eu largasse toda minha vida e apenas escrevesse neste blog ou em qualquer outro, não faria mais do que os centavos que o adsense me dá de vez em quando.

Por isso, meninos lindos, vamos continuar escrevendo para nosso próprio aprendizado e crescimento. Sendo blogueiros fodas, podemos ser profissionais fodas. E profissional foda no Brasil e em qualquer lugar do mundo vale seu peso em ouro!

Obs.1: Este post veio de mais um bate-papo disléxico do Twitter com o Bruno Torres e Spiceee, que são dois blogueiros que admiro, assino há séculos e não estou nem aí para que rankings eles pertençam ou não.

Obs.2: Estes posts erráticos do Twitter ajudam muito a manter o ritmo de um blog. Recomendo!

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Latitude, Longitude: A geolocalização na Web 2.0

Toda nova mídia revoluciona o modo de ver o mundo e de estar conectado a outras pessoas. Desde a popularização do rádio, do telefone, da TV, sentimos que estamos mais próximos de culturas cada vez menos exóticas e mais acessíveis. Neste casos, foram eventos que ocorrem a cada trinta, quarenta anos. Desde o advento da Internet, damos saltos assim a cada ano. Se é para citar um salto relevante em 2005 para a Web, este evento será o resultado da popularização da geolocalização na Web, através dos lançamentos do Google Maps e Google Earth, suas APIs e seus genéricos.

O desenvolvimento de tecnologias e padrões geospaciais e sua conexão com a Internet não é novidade. No entanto, com o interesse despertado pelo Google Maps e Google Earth, aliado aos gadgets GPS que conhecemos há tempos, a geografia e a cartografia entraram na onda Web 2.0.

O desenvolvimento de aplicativos geoespaciais para a Web floresceram no segundo semestre de 2005. Talvez o mais popular desta leva, o Frappr!, relaciona comunidades virtuais com a localização de seus membros usando a API do Google Maps.

Outro sistema é o Plazes, ideal para quem usa laptops com conexão wireless e viaja muito. Basta fazer download do “launcher“, conectar-se à rede e o seu profile é atualizado com a informação de onde você está naquele momento. Alguns geeks nômades insanos, como Joi Ito, adoram ser rastrados, descobrir novos lugares e aumentar seu karma no sistema. Todas estas informações, claro, podem ser atualizadas em seu blog através de banners, applets ou feeds.

Mas antes de todos eles, Ask Björn Hansen criou o GeoURL. A idéia é localizar websites geograficamente através de quatro linhas de metadados contendo a latitude e longetude. Além de uma conta no sistema. A base do GeoURL pode ser acessada também através extensão para Firefox que informa a localização do site, seus sites vizinhos e faz o link direto para outros aplicativos como o próprio GeoURL, Google Maps, MapQuest e Multimap.

A lista não acaba aí: Flickrmap, Placeopedia, Cell Reception, Incident Log, Twitter Local, TwittEarth, entre outros.

Sendo apenas um aplicativo isolado de geolocalização, os “GeoWebApps” podem integrar características de redes sociais e folksonomia. Integrar geolocalização aos aplicativos já estabelecidos pode ser um bom upgrade aos sistema já existentes. Este foi, por exemplo, uma das primeiras solicitações dos usuários brasileiros no Orkut em 2004, e que foi bem implementada no clone UolK. A questão inicial será sempre se o nível de experiência do usuário irá possibilitar uma entrada de dados longitude/latitude capturada de um Maporama da vida ou fazer a localização por entrada textual de cidades, bairros e ruas.

Veja também:

  • Where 2.0 é uma conferência sobre geolocalização e desenvolvimento Web que será realizada em junho em San Jose, Estados Unidos;
  • The Geospatial Web: A Call to Action, What We Still Need to Build for an Insanely Cool Open Geospatial Web, artigo de Mike Liebhold na O’Reilly Network;
  • Geography Matters [pdf], um white paper da ESRI para sobre os usos da geografia e da tecnologia geoespacial em diversas áreas de atuação;
  • Google map API transforms the Web, no blog da ZDNet.

OBSERVAÇÃO:
Este artigo é de 2006. Não havia Google Latitude, nem Foursquare e nem Gowalla. Rola uma atualização em breve. 🙂

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Padrões emergindo da estática

Quando muitos falam, pouco se entende. No ciberespaço hoje, mais do que nunca, muitos falam para muitos de modo homogêneo, resultado da contínua facilitação dos meios de publicação de conteúdo on line, do hábito dos bloggers de apenas reproduzir notas para adicionar comentários ou splogs. Os weblogs ainda são considerados ruído comunicacional, mas admitimos que é um fenômeno tão poderoso quanto a própria WWW. Prever seu retrocesso é também apostar na descontinuação da Web.

Resta, então, para as grandes empresas e mídias tradicionais construir formas de capitalização destes padrões que surgem das várias correntes lingüísticas e ideológicas que convergem para a Web. Mesmo agora dispondo livremente do melhor instrumento democrático já inventado estamos ainda sujeitos à manipulação?

Inventário de bens virtuais

É meu desejo que este blog seja excluído da rede, substituído unicamente por um erro 404 cor-de-rosa. Minhas contas de e-mail perderão o prazo de validade sem que nenhuma mensagem seja vista ou salva. Meu perfil no Orkut será deletado, assim como todas as outras contas em sites de redes sociais. Todo o conhecimento por mim compreendido e compartilhado pela rede será reciclado e ganhará o nome das gerações futuras. O Google irá se esquecer de mim, assim como os spammers. Desaparecei da Net num fade contínuo devido aos caches de servidores e computadores pessoais.

Qualquer coisa, por favor, qualquer coisa menos estas homenagens póstumas recheadas de clichês. Por favor, respeitem o meu direito de ser reciclada e não perpetuem em bytes a pior coisa que irá me acontecer na vida real.

Noticiário policial:

A conseqüência real sobre nossos atos virtuais

Passado o choque inicial da notícia sobre um site de caça a animais, que postei aqui recentemente, comecei a refletir novamente sobre imersão. A que ponto estamos dispostos, enquanto usuários, a imergir em realidades através do computador? E, enquanto desenvolvedores, o quanto devemos estimular isso?

Diariamente

Comprei uma bolsa maior semana passada. A que estava usando para ir trabalhar não comportava o número de gadgets que eu *preciso* todos os dias para ir até o trabalho e voltar. Um celular que realiza chamadas e envia mensagens de texto, uma câmera digital para aqueles flagrantes, um tocador de MP3 para me isolar de toda esta loucura, um handheld para pôr alguma ordem na minha vida. Meus brinquedos constituem uma nova estrofe para aquela velha canção da Marisa Monte.

É mesmo só um álbum de figurinhas?

Ao contrário do que a mídia quer provar para você, o Orkut não é apenas um álbum de figurinhas inútil. Basta aprender a usar com sabedoria e moderação.

Seja bem-vindo à minha casa

Nos tempos da faculdade, fiz um paper sobre o livro O Espaço Crítico, de Paul Virilio. Em certa altura do livro, o autor fala de como, no futuro, as pessoas irão tender a sair cada vez menos de casa e interagir entre si de outras formas que não o contato físico. Como eu era tola, inocente e de pensamento curto, fui extremamente crítica à esta idéia [acho que minha nota também não foi muito boa…]. Aleguei que o ser humano vive em comunidades e comunidades pressupõem interação direta [não ria de mim, pls].