O luxo na era das compras coletivas

Recebi agora um cupom-desconto do MyHabit  um novo e-commerce da Amazon com ofertas de grifes como Dolce & Gabbana e Puma. Babei na experiência do usuário com sua vitrine em vídeo e interface minimalista. Há algum tempo tenho acompanhado o Fab.com, que possui a mesma proposta só que com itens de design.

Tela de produto do Fab.com

Estes sites fazem parte de uma tendência de evolução comercial dos de compras coletivas como Grupon e Peixe Urbano. A empresa fecha um acordo com produtos que precisam de visibilidade ou estão encalhados. A oferta fica disponível de um a três dias na loja virtual. Os usuários podem assinar a newsletter com as ofertas do dia. E sim, o email marketing será ainda por muito tempo uma das fontes primordiais de vendas no e-commerce.

Aqui podemos ver diversas oportunidades para investir no mercado de luxo. É uma indústria estável, com consumidores fiéis e que não entra em crise nunca. Vinhos, maquiagem, jóias, acessórios e gadgets, são vários os produtos que se encaixam em negociações de alto nível bem longe do perrengue dos salões de beleza e restaurantes. Mas será que esta será uma boa ideia para o mercado nacional, principalmente com a nova classe média que emergiu nos últimos anos? O que você acha?

Tela de produto do Fab.com

Tags: ,

A crise e o e-commerce 2.0

A crise financeira nos tem levado numa montanha russa emocional: temos semanas otimistas e outras suicidas. Como em qualquer outra crise que já tenhamos vivenciado ou estudado, é o momento de cautela e paciência. Só que o Natal está chegando. Será que as grandes lojas estão preparadas para atingir suas metas em 2008 apesar da crise?

Para apimentar mais este cenário, o comércio eletrônico nacional deu uma sacudida nestas últimas semanas. Primeiro foi a chegada do Walmart. Menos de duas semanas depois, Submarino lança um novo redesign, talvez o mais radical de sua história.

Sacudida mais do que necessária. Desde a fusão de Americanas.com com Submarino há dois anos, o mercado se tornou um tédio só. Pouca competição ao longo do tempo leva a preços pouco competivos e serviços de baixa qualidade (alguém não tem alguma reclamação sobre entregas de Submarino e Americanas.com?). Ainda assim, as vendas pela Internet só subiram durante este tempo.

E é uma sacudida atrasada. O diferencial destes dois lançamentos é uma pitada de Web 2.0, algo que convivemos há anos já em todos os outros tipos de site. A seção Meu Wal-mart tenta algo de rede social, com foto do usuário, controle das resenhas feitas e agenda de eventos. Os produtos dos dois sites podem ser tagueados comunitariamente, e assim por diante.

O desafio agora é compensar o tempo perdido: pensar na Web Semântica, forçar mais os limites do SEO ético, inovar nos recursos de interface e de interação de verdade. O mundo inteiro lá fora já pensa na terceira onda da Web e não é hora para ficar parado olhando para a flutuação do dólar.

Mais referências:

Tags: , ,

Web 2.1: cautela e canja de galinha

Projetos acalentados durante meses podem ser adoráveis, mas sem o timing correto perdem usuários, oportunidades de negócios e o sentido de existir. Sites como Newsvine e Ma.gnolia têm alguma chance de sobreviver a uma bolha?

Melhor um dólar na mão

Deu no Boing Boing: O novo livro de Harry Porter, de JK Rowling, já foi devidamente escaneado e já é figurinha fácil nas redes de bit torrents. Menos de 24 horas depois de chegar às livrarias, “Harry Potter and the half-blood prince” foi digitalizado usando um programa de reconhecimento de caracteres (OCR) e disponibilizado em PDF. O incrível feito foi mais birra do que qualquer outra coisa mesmo. Tudo porque Rowling determinou que não houvesse venda de e-books da série por medo da pirataria. Quando será que finalmente os micropagamentos se tornarão uma prática comum?

Os micropagamentos são uma forma de fazer pequenas transações financeiras on line. Pagamentos de menos de dez dólares não são muito vantajosos para instituições financeiras e mesmo para o grande varejo, mas são perfeitos para as pequenas doações. Imagine você mesmo doando um trocado seu ao clicar no botão do The Hunger Site. Simples assim como esperar para ver um banner de uma empresa colaboradora da ONG.

Mas será que é mesmo viável manter um webservice com doações de vinte e cinco centavos de usuários felizes? O Fotolog.net, apesar de entupir a interface de anúncios, ainda incentiva os gold cameras para ajudar a pagar as contas. O Audioscrobbler deixa o campo valor em aberto para o usuário contribuir com o que pode em troca de algumas bobagens a mais na interface. E eles continuam ativos! O Gravatar, que pede uma colaboração mensal de dez dólares (!), vive caindo.

Pense então no que pode ser feito em termos de venda de músicas, e-books, locação de vídeos, conteúdo especializado etc. Serviços e produtos reais podem sim escapar na cultura da pirataria para se tornar um negócio lucrativo através justamente dos micropagamentos. Basta haver várias iniciativas espalhadas por aí para criar a cultura da pequena colaboração.

Esta é uma boa solução mesmo para o mercado brasileiro, onde somos conhecidos por não querer pagar pelo que pode se ter de graça. Afinal, vender camisetas com ilustrações do seu livro ou vender banners para a Microsoft não é para iniciantes. E receber o dinheiro do Google AdSense pode ser um tormento. Melhor esquecer as grandes ambições! Será que não é bem mais difícil arrancar trinta reais de um usuário do que um real de dez?

Mais sobre micropagamentos:

Está tudo errado!

Quando eu disse que devemos pensar em novas possibilidades para a Web, definitivamente eu não me referia a isso:

Site americano oferece caça a animais à distância

da BBC Brasil

Um website do Estado americano do Texas anunciou que vai oferecer um serviço que permite aos clientes caçarem veados, antílopes e porcos selvagens por controle remoto, pela internet.

Leia mais »

Google Desktop!

Depois do GMail, do Orkut, do AdSense, do Google News, do Froogle, do Blogger, do Picasa e mais uma lista interminável de sites e softwares, estava na hora do Google entrar de vez no seu computador. Chegou o Google Desktop! Tada!

Compras por impulso

Saiu ontem no Plantão Info uma reportagem mostrando um estudo brasileiro comparando compras por impulso em lojas tradicionais versus lojas on line.

Consumindo guloseimas por atacado

chokito.jpgComo todas as mulheres, tenho um fraco por doces. Chocolates brancos são minha perdição. Quando vi esta matéria na Info hoje sobre a seção virtual de Guloseimas das Americanas.com, quase surtei. Evito a todo custo passar neste departamento por quase nunca conseguir sair de lá sem um pacotinho.