No livro Back to User, os autores falam em sites matrioshka. Você certamente já se irritou com um destes. Você tem que passar por várias e várias páginas para chegar na que possui a informação que você precisa. Por isso é que eu gosto de chamá-los de sites-cebola: são aqueles que fazem o usuário chorar a cada camada, principalmente se ele tiver pressa. “Antes eu tivesse usado a busca, né?”, pensaria o pobre do usuário. Eis um verdadeiro desestímulo para a navegação. Ponto para Nielsen!
Acho que a primeira lição de findability que recebi foi quando estava desenvolvendo um site informacional que podia ter até sete níveis na arquitetura. Insano. Não era à toa que o site tinha pouquíssimos acessos apesar da quantidade e da relevãncia do material.
Achei a solução facilmente, pois é claro que alguns destes níveis podiam ser suprimidos ou mesclados entre si. Resolver o problema é que foi complicado. Achar todos os links para as páginas que foram excluídas e alterar uma a uma. Em se tratando de um site de quase cinco mil páginas HTML foi uma trabalheira, mesmo usando um recurso de search/replace do editor.
Muitos já falaram em um número limite de níveis. Como tudo em usabilidade, não é uma boa coisa estipular metas. Cada caso é um caso, afinal o processo pode ser longo, mas pode trazer satisfação ou então evitar páginas com um scroll monstro. Use o bom-senso que no final tudo dá certo!