A crise e o e-commerce 2.0

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A crise financeira nos tem levado numa montanha russa emocional: temos semanas otimistas e outras suicidas. Como em qualquer outra crise que já tenhamos vivenciado ou estudado, é o momento de cautela e paciência. Só que o Natal está chegando. Será que as grandes lojas estão preparadas para atingir suas metas em 2008 apesar da crise?

Para apimentar mais este cenário, o comércio eletrônico nacional deu uma sacudida nestas últimas semanas. Primeiro foi a chegada do Wal-mart. Menos de duas semanas depois, Submarino lança um novo redesign, talvez o mais radical de sua história.

Sacudida mais do que necessária. Desde a fusão de Americanas.com com Submarino há dois anos, o mercado se tornou um tédio só. Pouca competição ao longo do tempo leva a preços pouco competivos e serviços de baixa qualidade (alguém não tem alguma reclamação sobre entregas de Submarino e Americanas.com?). Ainda assim, as vendas pela Internet só subiram durante este tempo.

E é uma sacudida atrasada. O diferencial destes dois lançamentos é uma pitada de Web 2.0, algo que convivemos há anos já em todos os outros tipos de site. A seção Meu Wal-mart tenta algo de rede social, com foto do usuário, controle das resenhas feitas e agenda de eventos. Os produtos dos dois sites podem ser tagueados comunitariamente, e assim por diante.

O desafio agora é compensar o tempo perdido: pensar na Web Semântica, forçar mais os limites do SEO ético, inovar nos recursos de interface e de interação de verdade. O mundo inteiro lá fora já pensa na terceira onda da Web e não é hora para ficar parado olhando para a flutuação do dólar.

Mais referências:

Web 2.1: cautela e canja de galinha

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Projetos acalentados durante meses podem ser adoráveis, mas sem o timing correto perdem usuários, oportunidades de negócios e o sentido de existir. Sites como Newsvine e Ma.gnolia têm alguma chance de sobreviver a uma bolha?

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Melhor um dólar na mão

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Deu no Boing Boing: O novo livro de Harry Porter, de JK Rowling, já foi devidamente escaneado e já é figurinha fácil nas redes de bit torrents. Menos de 24 horas depois de chegar às livrarias, “Harry Potter and the half-blood prince” foi digitalizado usando um programa de reconhecimento de caracteres (OCR) e disponibilizado em PDF. O incrível feito foi mais birra do que qualquer outra coisa mesmo. Tudo porque Rowling determinou que não houvesse venda de e-books da série por medo da pirataria. Quando será que finalmente os micropagamentos se tornarão uma prática comum?

Os micropagamentos são uma forma de fazer pequenas transações financeiras on line. Pagamentos de menos de dez dólares não são muito vantajosos para instituições financeiras e mesmo para o grande varejo, mas são perfeitos para as pequenas doações. Imagine você mesmo doando um trocado seu ao clicar no botão do The Hunger Site. Simples assim como esperar para ver um banner de uma empresa colaboradora da ONG.

Mas será que é mesmo viável manter um webservice com doações de vinte e cinco centavos de usuários felizes? O Fotolog.net, apesar de entupir a interface de anúncios, ainda incentiva os gold cameras para ajudar a pagar as contas. O Audioscrobbler deixa o campo valor em aberto para o usuário contribuir com o que pode em troca de algumas bobagens a mais na interface. E eles continuam ativos! O Gravatar, que pede uma colaboração mensal de dez dólares (!), vive caindo.

Pense então no que pode ser feito em termos de venda de músicas, e-books, locação de vídeos, conteúdo especializado etc. Serviços e produtos reais podem sim escapar na cultura da pirataria para se tornar um negócio lucrativo através justamente dos micropagamentos. Basta haver várias iniciativas espalhadas por aí para criar a cultura da pequena colaboração.

Esta é uma boa solução mesmo para o mercado brasileiro, onde somos conhecidos por não querer pagar pelo que pode se ter de graça. Afinal, vender camisetas com ilustrações do seu livro ou vender banners para a Microsoft não é para iniciantes. E receber o dinheiro do Google AdSense pode ser um tormento. Melhor esquecer as grandes ambições! Será que não é bem mais difícil arrancar trinta reais de um usuário do que um real de dez?

Mais sobre micropagamentos:

Está tudo errado!

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Quando eu disse que devemos pensar em novas possibilidades para a Web, definitivamente eu não me referia a isso:

Site americano oferece caça a animais à distância

da BBC Brasil

Um website do Estado americano do Texas anunciou que vai oferecer um serviço que permite aos clientes caçarem veados, antílopes e porcos selvagens por controle remoto, pela internet.

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