Porque 1984 não foi como 1984

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Mesmo se não tiver banda larga, sofra um pouquinho, mas não deixe de ver estes vídeos. O primeiro é o comercial de anúncio do lançamento do Macintosh, que faz referência ao livro “1984″ de George Orwell. O outro é Steve Jobs tirando o Macintosh da mala para revolucionar o mercado de PCs com interfaces gráficas amigáveis… inaugurando-o! Dá vontade de chorar como ele.

Do post original 1984 – the lost tape Macintosh Introduction video recovered, no Industrial Technology and Wichtcraft. Dica do Spark

Os paradigmas da navegação off e on line

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Durante anos, ouvimos aquele papo de que a Web é um ambiente diferente de todos os outros off line. A estrutura da informação deve ser específica, única, totalmente nova. Deve-se considerar a percepção diferenciada que o usuário tem em relação às outras mídias. Eu mesma andei falando isso por aí, confesso. Mas vi um site hoje que me fez pensar se não está na hora de começar a mudar este discurso radical.

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Outras perspectivas

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Semana passada, o CERT provocou burburinhos na comunidade ao anunciar que qualquer navegador disponvel no mercado é melhor que o Internet Explorer em termos de segurança. Tudo bem que todo mundo já sabia disso, mas esta ênfase toda contra o navegador da Microsoft é assustador. E, sabendo-se que somente haverá uma nova versão do IE no ano que vem, é melhor correr atrás de uma alternativa agora ou viver de patches e service packs. Mas que a segurança não seja o único motivo para a mudança.
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Relógios, homens e carrinhos de supermercado

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Dias atrás, estava à toa ouvindo a conversa dos outros quando pesquei uma frase no meio do contexto. Minha sobrinha, que trabalha há bastante tempo com marketing de relógios, disse qual era a marca do relógio do personagem do Marcello Antony na novela das oito. Que meu marido não leia isso, mas a última coisa que iria reparar neste homem era o relógio. Seria bem diferente se ele sentasse num computador. Seja qual for o aplicativo que ele fosse abrir, eu reconheceria imediatamente.

Sempre é assim. Algo que nos é familiar ou que faz parte de nossos interesses imediatos são percebidos mais facilmente e nos causam um impacto maior que outros elementos do cenário.

Sabendo disso, podemos dar mais um passo em direção à empatia com nossos usuários. Conhecendo-os bem, você pode listar o que lhe é mais familiar e o que faz parte de seus interesses. De posse desta lista, construir uma interface mais eficiente fica bem mais fácil, acredite!

Sei que muitos designers podem me odiar por falar isso, mas acho que devemos utilizar mais convenções e menos invenções. Carrinhos de supermercado podem não ser os ícones mais fofos do universo, mas não há um usuário na Internet que não os reconheçam como um botão para acrescentar um produto à lista de compras ou ir fazer o check-out. Qualquer esforço contra uma convenção como esta pode custar um cliente em potencial.

Vejamos o caso da Casa & Vídeo. Aquelas sacolas amarelas de gosto duvidoso são uma marca das lojas na vida real, mas para alguém que não conheça a loja irá demorar um pouco para se tocar que aquela é a deixa para o check-out. Serão segundos a mais. Neste meio tempo, o usuário pode desistir da compra. Mas este não é o verdadeiro problema para mim, e sim a antipatia que este usuário pode criar com a loja virtual. É certo que a antipatia é um critério subjetivo demais, ainda mais se for uma antipatia inconsciente, mas não podemos ignorar mais critérios imensuráveis como este, não é?

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