A identidade virtual da pessoa jurídica

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Houve um tempo onde havia uma distinção clara e precisa entre pessoas físicas e jurídicas. Pessoas físicas cedem seu tempo para execução de tarefas para as empresas e, em contrapartida, fornecem produtos e serviços. Esta relação nem sempre é amigável. Há conflitos de todo tipo durante a relação de troca, sempre resolvidos em negociações particulares entre as partes.

Com a ascensão das redes sociais, esta distinção tornou-se mais delicada e a relação de poder se tornou mais instável. As negociações passaram a ter uma audiência assíncrona. Um conflito nas relações de consumo ou de trabalho relatado numa rede estará teoricamente armazenado para sempre, mesmo que tenha sido resolvido satisfatoriamente. Lembram do Eu odeio a Telerj? Do mesmo modo que um recrutador pode encontrar o perfil constrangedor de um futuro empregado cadastrado numa rede social anos antes.

É fácil aconselhar ao mais novo a não publicar nada que possa ser comprometedor em seu futuro profissional, mas como convencer o profissional de comunicação institucional a ser mais cuidadoso?

Ouso dizer as empresas sempre foram percebidas como uma entidade pessoal: Apple é cool, Adidas é descolada, HP é para tiozinhos. Só que agora estão sendo tratadas de fato como tal nas redes, porque quem está lá publicando sobre Apple, Adidas e HP não é um profissional de comunicação, é um amador. E por amador entendemos uma pessoa que ama uma marca, mas também pode odiar, invejar, ignorar, confiar e desconfiar. E é este ser passional que está falando sobre a sua empresa nas redes. E agora, José?

Antes de qualquer coisa, não entre em pânico. Respire. Não entre em negação.  Isso já acontecendo.

Construa e gerencie você mesmo a identidade virtual da sua empresa antes que seres passionais assumam esta tarefa. Escolha um caminho do mesmo modo que ele foi planejado para o mundo real e invista com esmero em promovê-la da mesma forma que você constrói suas relações pessoais. Sua empresa deve saber oferecer produtos e serviços sem ser intrusivo, deve resolver problemas de modo amigável e transparente. Não há nenhuma dica mágica aqui, certo? A única diferença é que agora todos estão olhando. Se alguém nesta platéia não gostar, ele não irá se calar e a idéia irá se propagar.

Outras:

Este texto é fruto de pensamentos aleatórios durante a palestra sobre Redes Sociais, do Nino Carvalho, onde rolou uma bela discussão sobre as novas gerações de profissionais ou quem está disposto a encarar o admirável mundo novo. Lula Ribeiro publicou uma descrição do evento.

Uma referência essencial para encontrar milhares de outras sobre este assunto é o documentário The Corporation. Algo no filme acabou parecendo datado para mim depois da palestra, mas ainda assim.

Tags are the new black

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Enquanto vários publicadores de conteúdo estão disponibilizando plug-ins ou atualizações para permitir classificação por tags, somente agora o Blog UOL acordou para a classificação por categorias. Tudo para ficar bem na fita da busca por tags do Technorati ou na dos seus usuários? Classificar é o verbo do momento?

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Gazzag é do mal?

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Sua caixa postal foi invadida por convites do Gazzag nos últimos dias? A minha também. Por curiosidade, dei um Whois para saber quem estava por trás deste site. Descobri que são os mesmos responsáveis por uma empresa de softwares para envio de bulk e-mail. A empresa é a Fairlogic Systems, de Florianópolis, Santa Catarina, e o endereço é http://www.bastos.org/.

Considero altamente recomendável o uso de um simples Whois em cada site que pedir um cadastro mais completo. É o usuário fazendo a sua própria segurança.

UPDATE! Recebi um e-mail do Antonio, enviando o link para a política de privacidade do Gazzag. Ele também afirma que este link estará nos rodapés de todas as páginas até o final do dia. Boa notícia! 8:)