Sendo pago apenas para estar lá

Existe esta praga no Second Live, o camping. Para aparecer bem na busca interna do jogo é necessário ser popular e para isso é requerido muitos visitantes por semana. Alguns donos de ilhas incentivam o tráfego de avatares com o camping: o avatar fica sentado sobre uma almofada encriptada e ganha um ou dois Lindens para cada dez minutos que permanecer lá. Ele ganha para não fazer nada, apenas para estar lá marcando presença.

Para um jogador iniciante e pão-duro, parece um bom negócio, mas na verdade não é. Há poucas almofadas disponíveis, muitos concorrentes vigiando as almofadas e quando se consegue uma arrecada-se uma merreca. Como há bem mais newbies do que qualquer outra coisa, estas regiões conseguem mesmo ficar bem populares.

Notinhas ali e acolá me fazem pensar quando teremos práticas semelhantes ao camping na vida real em breve.

Procurando por wi-fi

  1. Existe mercado: Todas nossas pespectivas de futurologia nos levaram a pensar que estaremos cada vez mais introvertidos e trancados dentro de nossos ambientes nos primeiros nos deste século. Redes sem fio públicas e gratuitas estão revertendo esta pespectiva aos poucos. Cada vez mais temos uma revalorização do espaço público para algum ócio, alguma diversão e muita socialização. Podemos ver isso pela multiplicação de eventos como o BarCamp, BlogChopp e afins entre os tech early adopters.
  2. Existe tecnologia: Qualquer um pode implementar uma rede sem fio em seu escritório, residência ou buteco. O custo inicial é só de um bom roteador wi-fi e o custo mensal é de um plano básico de banda larga. Muitos restaurantes grã-finos já implementaram a idéia há alguns anos juntamente com as administradoras de aeroportos. Hoje em dia, encontramos hotspots até em restaurante a quilo.
  3. Existem potenciais patrocinadores: Iniciativas como o Cidade Limpa em São Paulo podem reduzir muito o poder das marcas no espaço público de uma cidade. Imagine um hotspot em um parque ou shopping patrocinado por uma marca. Seria um modelo de negócio semelhante ao começo da Internet grátis no final dos anos de 1990 só que mais limpo e mais claro.

Em algum momento, em um país que adora tudo que não é pago, acesso gratuito à Internet deixará de ser algo desejável em um estabelecimento para se tornar uma forma de trazer clientes e fazê-los circular por certos pontos. Usuários de celular irão cada vez mais optar por aparelhos com wi-fi, aumentando o mercado e potencializando estes hotspots patrocinados. A demanda por desenvolvimento para websites para dispositivos móveis irá crescer na mesma medida.

Referências:

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Preservando recursos naturais com desenvolvimento Web

Blog Action Day

Estou reciclando este texto para o Blog Action Day 2007.

Sua família separa o lixo para reciclagem? Você prefere deixar o carro na garagem e ir para o trabalho utilizando transportes públicos ou não poluentes? Você todos os equipamentos eletrônicos e as luzes quando deixa um cômodo? Então você está pronto para um novo nível de conscientização de preservação do meio ambiente. Veja como medidas simples no desenvolvimento Web podem fazer a diferença na utilização de recursos naturais.Os educadores ambientais trabalham com os princípios dos 4 R’s para a redução no consumo de insumos naturais e controle de resíduos: Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Recuperar. No desenvolvimento Web podemos trabalhar principalmente com o princípio de redução do consumo de papel e energia. Veja algumas idéias:

Otimizando o CSS de impressão

A produção de papel é um dos procedimentos mais nocivos à natureza. É necessário o desmatamento de grandes áreas para o plantio de uma ou duas espécies de árvores. O impacto no ecossistema é irreversível.

Não é possível impedir a impressão das interfaces e nem é aconselhável, mas é possível reduzir o número de páginas impressas disponibilizando para esta media apenas o essencial. Limpe o CSS eliminando fundos, cores, banners, menus e todo tipo de informação que não é útil para quem está imprimindo aquele conteúdo.

Utilizando protótipos navegáveis

No projeto de desenvolvimento Web o arquiteto de informação deve ser o maior consumidor de papel. Ele precisa de dezenas de impressões de wireframes para testes, correções e validação do cliente, sem mencionar a prototipação utilizando post-its. Protótipos navegáveis são de longe a melhor forma de fechar o escopo do projeto com o cliente, principalmente em sistemas altamente interativos. E podem ser reutilizados para a integração com as camadas de apresentação e comportamento.

Trabalhando a acessibilidade em dispositivos móveis

O futuro da Web não depende exclusivamente de acesso nos computadores desktop como conhecemos hoje. Notebooks já são mais acessíveis para usuários finais e usuários corporativos estão obtendo acesso aos sistemas Web por dispositivos móveis cada vez menores. A fonte de energia destes dispositivos ainda são baterias recarregáveis com uma vida útil limitada. Nem sempre o despejo destas baterias, que são compostas por diversas substâncias tóxicas, é adequado. Estes despejos acabam em aterros sanitários comuns, contaminando o solo e as águas.

Trabalhando um pouco a media handheld no seu CSS é possível diminuir o tempo de uso de alguns destes dispositivos, mas a diferença aparece mesmo na verificação de acessibilidade. Passe suas interfaces nos verificadores automáticos e assegure-se de conseguir o maior nível de acessibilidade de acordo com os prazos disponíveis.

Lendo este artigo, esta iniciativa pode parecer ineficaz ou mesma utópica, mas são nas pequenas atitudes que conseguimos as pequenas economias que farão a diferença. É cada um fazendo a sua parte. Todos lucram.

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Planejando interfaces Web acessíveis

Update no endereço… Avenida Presidente Wilson 164 – 12º andar

A Synapsis DI está com uma parceria bem legal de desenvolvimento com a 288 Design. Eles estão começando agora com algumas atividades e eu sugeri para eles alguns temas legais para fazer algumas palestras curtinhas, recheadas de exemplos práticos. Eu vou dar a primeira delas sobre acessibilidade:

288 atividades: Planejando interfaces Web acessíveis
A acessibilidade numa interface Web começa antes da fase codificação. Ela toma forma no briefing com o cliente. É ali que se define o público-alvo e que tipo de interação será exercida. Planejar interfaces acessíveis desde a fase zero do projeto é o melhor caminho para a experiência do usuário, seja ele qual for.

Data e hora:
Terça-feira, 9 de outubro de 2007, das 9 às 12 horas

Local: Avenida Presidente Wilson, 164 – 12o. andar – Centro – Rio de Janeiro

Mais informações

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Blog low profile

A primeira encarnação deste blog se estabeleceu no Blogger da Globo.com em outubro de 2002. Era um blog de usabilidade na Web com um template tosco, tosco, mas que era atualizado mais de uma vez por dia. Eram notas dos cursos de Usabilidade na Puc-Rio. Eu era uma blogueira ansiosa que não escrevia para ninguém. Aliás, eu estava muito feliz por escrever para mim mesma. Se minhas anotações fossem úteis para alguém, muito legal! Se estas anotações me ajudariam a ter trabalho para mim e para meus amigos como hoje em dia eu consigo, só fui descobrir anos depois e com alguma surpresa.

O público que lê estas linhas hoje no pixeladas só chegou por aqui meses depois dos primeiros posts. Boa parte deles perdeu esta minha fase bizarra de escrever para os blogueiros meia-tigela do blogger.globo.com. E todos eles tinham uma única pergunta: como ser popular? Até que ajudei alguns com algumas dicas e pesquisas. Foi o começo de um trabalho que nunca terminei sobre os blogs corporativos que ia ser publicado antes de todo mundo. Bonde perdido? senta-se e espera-se outro.

Não acredito que cinco anos depois a pergunta ainda é a mesma. Agora o foco estão nos rankings. É ranking dos melhores, ranking dos péssimos, ranking dos twitteiros, super trunfo blogs… E tudo está envolto nos mais diversos flames. Sério, minha gente, e o conteúdo?

Blog é conteúdo, é idéia, é paixão.

Rankings deveriam ser engraçados! Deveriam existir para nossa diversão não para nosso estresse. Quer coisa mais patética que o Guiness Book? Não quero meus amigos neste livro!

Claro que fica tudo pior com a monetização dos blogs. Seria lindo se todos neste país pudessem ganhar dinheiro publicando suas idéias e gerando conteúdo na Internet. Eu não tenho ilusões! Mesmo se eu largasse toda minha vida e apenas escrevesse neste blog ou em qualquer outro, não faria mais do que os centavos que o adsense me dá de vez em quando.

Por isso, meninos lindos, vamos continuar escrevendo para nosso próprio aprendizado e crescimento. Sendo blogueiros fodas, podemos ser profissionais fodas. E profissional foda no Brasil e em qualquer lugar do mundo vale seu peso em ouro!

Obs.1: Este post veio de mais um bate-papo disléxico do Twitter com o Bruno Torres e Spiceee, que são dois blogueiros que admiro, assino há séculos e não estou nem aí para que rankings eles pertençam ou não.

Obs.2: Estes posts erráticos do Twitter ajudam muito a manter o ritmo de um blog. Recomendo!

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