O padrão

Anunciaram um novo paradigma de mercado. Era a Web. A tecnologia se fortaleceu com as novas idéias e recebeu recursos para prosseguir. Ignoraram todos os erros do passado. “É um novo mundo”, disseram. Investidores mais ousados apostaram todas suas fichas. Houve uma época de euforia. E aí veio a crise. Era a bolha.

“O que deu errado?” todos se perguntavam. Chamaram todos os especialistas, consultores, gurus e encontraram o erro. “Vamos fazer tudo de novo.”

Nove anos depois, anunciaram mais um novo paradigma de mercado. Era a Web 2.0. Vieram mais idéias e mais recursos. Desta vez, os erros do passado não foram ignorados. Estava indo tudo certo, com calma e determinação. E aí veio a crise.

“De novo? Bem, agora não é nossa culpa!”, foi o que disseram. Será?

Dead Pool da Web 2.0
Web 2.0 logo chart – updated for 2009 (dead companies)

Twitter em três notas

Três rapidinhas sobre mídias sociais, em especial sobre Twitter.

  1. Semana passada foi publicada no Extra uma matéria bem básica sobre redes sociais onde fui entrevistada como uma social-o-holic.
  2. No próximo dia 30, estarei na 7a. edição do Sou+Web para o debate sobre Twitter como Ferramenta de Marketing Digital com Roberto CassanoLeonardo Bravo e Luis Ricardo Correia, com moderação de Roney Belhassof. Faça sua inscrição.
  3. Estou participando do Twitcast, um podcast sobre o Twitter juntamente com Leonardo BravoRoney BelhassofFernanda Lizardo e Bruno Dulcetti, com o apoio de Claudia Mello e da Vivi Reis. Também estou publicando no blog do podcast. Ouça o último episódio.
Tags:

A realidade paralela dos fakes no Twitter

Os perfis falsos ou fakes proliferam no Twitter criando constrangimentos para personalidades públicas. Mas já não era tempo de estas celebridades do mundo real acordarem para as mídias sociais e tomarem posse de suas marcas?

Fakes do Twitter

Ao descobrir que havia um perfil falso insultando outras pessoas públicas no Twitter, o vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, escreveu em seu blog oficial um comunicado para esclarecer que não era o responsável pelos perfis @ticosantacruz e @ticosntacruz. Afirmou que havia registrado queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática solicitando a remoção da conta e abrindo o caso para uma ação cível.

O caso não teria se tornado tão interessante se o fake não acusasse o outro perfil como falso. Comparando as duas timelines, é complicado para um leitor comum julgar qual é a verdadeira. Como no caso do famoso perfil de Vitor Fasano, os fakes se esmeram em tornar aquela timeline mais real, mais engraçada e mais intrigante.

O espaço disponível será conquistado pelo primeiro que chegar, ainda mais se for uma personalidade popular e polêmica. Não importa quando ou se o verdadeiro dono daquele nome vai entrar naquela rede social. Quem cuida do próprio nome como uma marca deve estar tão atento quanto as empresas. É mais intuitivo ver que @leojaime está no Twitter pela escolha do username. Um apelido como @mroficial, como o utilizado pela cantora Maria Rita, requer mais esforço para consolidar e para legitimar o perfil oficial. Por enquanto, a melhor forma de se fazer isso com segurança é através de comunicados para as mídias tradicionais.

Fakes do Twitter

O mercado poderá se auto-regular nos próximos anos ou sofrer intervenções mais dramáticas, como as que ocorrem no Orkut. Caso semelhante aconteceu com o registro de domínios das grandes empresas nos primeiros anos da Internet comercial no Brasil e a maior parte dos conflitos foram resolvidos com negociação e venda dos registros. Lá fora, no meio da corrida pelo primeiro milhão de usuários entre CNN e Ashton Kutcher, foi anunciado que a CNN comprou o perfil @cnnbrk de um usuário inglês. Para este usuário, atualizar esta conta por dois anos se tornou um investimento. Para a empresa, foi uma forma rápida de recuperar terreno e tornar o Twitter uma nova fonte de audiência.

Enquanto isso, todos aqueles que estão entrando depois do Asthon Kutcher e do Fantástico devem correr para segurar o melhor apelido que corresponda ao seu nome, ao do seu grupo ou ao do seu projeto. Se ele já foi registrado, analise o perfil e entre em contato. Muitos dos perfis falsos são canais de novidade mantidos por fãs. Verifique se eles possuem interesse em ceder ou mesmo vender a conta.

Esta pode ser uma oportunidade única para o mercado de assessores de comunicação. Hoje a fronteira é o Twitter. Amanhã? Não sabemos. A estratégia de enviar releases por fax ficou enterrada no século passado. É hora de planejar as ações também para os novos produtores de conteúdo: os consumidores.

Veja também:

Observação 

Este post participa da promoção do Social Media Brasil, um evento sobre mídias sociais que irá acontecer nos dias 5 e 6 de junho em São Paulo. Mais informações no site oficial.

Tags: , ,

No final, o que é melhor para o usuário?

Nem sempre uma decisão sobre uma funcionalidade que evidentemente é a melhor para o usuário é também a melhor para a empresa. Certas decisões de interface podem melhorar o desempenho do sistema e das vendas ou diminuir os custos da empresa. Como decidir?

Há algumas semanas, Twitter implementou o botão “more” ao invés da paginação habitual de “older” e “next”. Alguns usuários reclamaram, mas se for para manter a baleia fora do caminho, por que não?

Botão "more" no Twitter

Acredito que este foi um recurso utilizado para diminuir as requisições e tornar o acesso ao site mais rápido, mas também como dificultador para robôs de indexação. Ficou mais complicado para o GoogleBot, por exemplo, acessar twitts anteriores às últimas vinte atualizações de cada usuário. Tornando o mecanismo oficial de busca o método mais confiável se de encontrar alguma informação publicada somente no Twitter. Este pode ser um ponto que auxiliaria uma possível negociação entre as duas empresas.

Pequenas decisões como esta acontecem o tempo todo no processo de desenvolvimento de um aplicativo Web ou site. Uma solicitação para mostrar uma informação a mais pode requerer tantas requisições ao banco de dados que simplesmente pode não valer a pena mostrá-lo. É um caso de negociação entre clientes, arquitetos da informação, designers e desenvolvedores.

No caso de plugins do WordPress, a decisão é feita unicamente pelo usuário que nem sempre sabe o que está dentro do pacote. Alguns deles podem apresentar problemas de sobrecarga no processamento de servidores Web. Será que optar por um plugin com os mesmos recursos, que não sobrecarregue o servidor mas que tenha menos facilidade de uso não seria a primeira opção para os blogueiros?

Como toda metodologia, a usabilidade e a experiência do usuário podem gerar alguns profissionais radicais e isto é saudável. Toda interface precisa ser analisada por diferentes pontos de vista para uma melhor experiência final. Planeje esta fase de negociação na hora de montar o cronograma. Na própria equipe, não é necessária uma grande reunião de aprovação de telas. Opte por entrevistas individuais e tente compreender que pontos podem ser mais sensíveis ao outro profissional para auxiliar a antecipar problemas nos próximos projetos.

Página 4 de 56« Primeira...23456...102030...Última »