Twitter, I love you

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Por que amamos Twitter e não Pownce, Jaiku ou mesmo Plurk? Como nos tornamos tão dependentes do relacionamento com certas ferramentas que, quando necessário, é doloroso migrar para outro serviço?

Twitter is over capacity

Os usuários do Twitter têm sofrido nas últimas semanas com constantes quedas no serviço, limitação no uso dos clientes de terceiros e notificações por mensagem instantânea. Mesmo assim há resistência em utilizar outros serviços. Qual seria o problema?

A primeira resposta seria a lista de amigos. No entanto, é virtualmente possível refazer boa parte dele em uma tarde em qualquer outro site que não dependam de convite, como o Jaiku. Basta enviar um email notificando seus contatos mais próximos. Se o conteúdo do seu microblogging for interessante para seus contatos, o sucesso da migração está garantido. Este não deveria ser o principal obstáculo e pude comprovar isso nas últimas semanas com a enxurrada de convites.

Vários fatores influenciam diretamente o sucesso do Twitter: sua simplicidade, sua interoperabilidade, sua popularidade. Graças a estes dois últimos, vários programas clientes de terceiros foram desenvolvidos pela comunidade, como extensões para Firefox, programas para diversos sistemas operacionais, clientes para celular, sites de mashups. Praticamente qualquer necessidade de experiência de usuário para a publicação e acompanhamento da rede Twitter está suprida. Quem já se acostumou aos seus modos favoritos de leitura, terá dificuldade nestes outros sites, ainda não tão populares.

Something is technically wrong

O grande fator de rejeição do Jaiku, por exemplo, é sua falta de simplicidade e clareza. O serviço optou por oferecer diversos recursos, o que tornou a interface bastante poluída e com poucas opções de personalização. Imagino que integrar todos estes recursos a um programa cliente também seja custoso demais para uma base de usuários não tão extensa.

A crise existencial dos serviços de microblogging é um caso incrível para o dia-a-dia do profissional Web. Temos que manter o foco na simplicidade da interface e objetividade na realização da tarefa. Qualquer firula, principalmente nos primeiros meses de um site, é um risco para a fidelização de usuários.

Ainda hoje, o usuário precisa se sentir conquistado e amado pelo site que participa. E ele não sonha com flores e bombons: o usuário deseja que serviço esteja disponível quando ele precisar. Se o serviço é bom, mas tem suas falhas, o usuário perdoa. Mas cuidado para não fazê-lo se sentir a mulher do malandro. Um dia, ele segue o seu rumo.

Referências e outras opiniões:

UPDATE:

Nos últimos dias, tenho usado o serviço do Ping.fm para publicar microposts para o Twitter, Jaiku, Pownce e Plurk simultaneamente. Foi um achado para a manutenção da base de amigos e para a produvidade no trabalho. Ainda mais com a versão móvel. É uma grande vantagem para o microblogueiro autista que “apenas fala para a parede”. Falta uma ferramenta que integre melhor as respostas que fazem do Twitter, por exemplo, mais uma rede social do que uma plataforma de publicação na Web.

Planejando interfaces Web acessíveis

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Update no endereço… Avenida Presidente Wilson 164 – 12º andar

A Synapsis DI está com uma parceria bem legal de desenvolvimento com a 288 Design. Eles estão começando agora com algumas atividades e eu sugeri para eles alguns temas legais para fazer algumas palestras curtinhas, recheadas de exemplos práticos. Eu vou dar a primeira delas sobre acessibilidade:

288 atividades: Planejando interfaces Web acessíveis
A acessibilidade numa interface Web começa antes da fase codificação. Ela toma forma no briefing com o cliente. É ali que se define o público-alvo e que tipo de interação será exercida. Planejar interfaces acessíveis desde a fase zero do projeto é o melhor caminho para a experiência do usuário, seja ele qual for.

Data e hora:
Terça-feira, 9 de outubro de 2007, das 9 às 12 horas

Local: Avenida Presidente Wilson, 164 – 12o. andar – Centro – Rio de Janeiro

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