Blog low profile

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A primeira encarnação deste blog se estabeleceu no Blogger da Globo.com em outubro de 2002. Era um blog de usabilidade na Web com um template tosco, tosco, mas que era atualizado mais de uma vez por dia. Eram notas dos cursos de Usabilidade na Puc-Rio. Eu era uma blogueira ansiosa que não escrevia para ninguém. Aliás, eu estava muito feliz por escrever para mim mesma. Se minhas anotações fossem úteis para alguém, muito legal! Se estas anotações me ajudariam a ter trabalho para mim e para meus amigos como hoje em dia eu consigo, só fui descobrir anos depois e com alguma surpresa.

O público que lê estas linhas hoje no pixeladas só chegou por aqui meses depois dos primeiros posts. Boa parte deles perdeu esta minha fase bizarra de escrever para os blogueiros meia-tigela do blogger.globo.com. E todos eles tinham uma única pergunta: como ser popular? Até que ajudei alguns com algumas dicas e pesquisas. Foi o começo de um trabalho que nunca terminei sobre os blogs corporativos que ia ser publicado antes de todo mundo. Bonde perdido? senta-se e espera-se outro.

Não acredito que cinco anos depois a pergunta ainda é a mesma. Agora o foco estão nos rankings. É ranking dos melhores, ranking dos péssimos, ranking dos twitteiros, super trunfo blogs… E tudo está envolto nos mais diversos flames. Sério, minha gente, e o conteúdo?

Blog é conteúdo, é idéia, é paixão.

Rankings deveriam ser engraçados! Deveriam existir para nossa diversão não para nosso estresse. Quer coisa mais patética que o Guiness Book? Não quero meus amigos neste livro!

Claro que fica tudo pior com a monetização dos blogs. Seria lindo se todos neste país pudessem ganhar dinheiro publicando suas idéias e gerando conteúdo na Internet. Eu não tenho ilusões! Mesmo se eu largasse toda minha vida e apenas escrevesse neste blog ou em qualquer outro, não faria mais do que os centavos que o adsense me dá de vez em quando.

Por isso, meninos lindos, vamos continuar escrevendo para nosso próprio aprendizado e crescimento. Sendo blogueiros fodas, podemos ser profissionais fodas. E profissional foda no Brasil e em qualquer lugar do mundo vale seu peso em ouro!

Obs.1: Este post veio de mais um bate-papo disléxico do Twitter com o Bruno Torres e Spiceee, que são dois blogueiros que admiro, assino há séculos e não estou nem aí para que rankings eles pertençam ou não.

Obs.2: Estes posts erráticos do Twitter ajudam muito a manter o ritmo de um blog. Recomendo!

Cri cri… cri cri…

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Ontem, um amigo meu enviou uma mensagem de disponibilidade para trabalhos braçais. Ele precisava de algum freela “brainless” para relaxar. Afirmei que estou pegando todos para mim. Ando fominha destes trabalhos e passando adiante todo o resto!

Eu te libertei…

Hoje ouvi uma reclamação semelhante de uma outra amiga. “Estou cansada de pensar”. Poderia complementar “cansada de ser mal paga para pensar”, mas é injusto. Nunca tive tanto trabalho, nem fui tão bem remunerada. Acredito que posso dizer o mesmo de alguns deles.

Desde que voltei com este blog em maio, fiquei surpresa que muitos dos posts ficaram meio perdidos, sem discussão. Procurei por outros sites, ninguém blogando. Se encostasse o ouvido perto do computador, acho que dava para ouvir o “cri-cri” do grilo denunciando o silêncio na blogosfera profissional brasileira. Estão todos cansados de pensar oito horas por dia para blogar à noite. Tudo o que andamos fazendo é publicando frases soltas no Twitter e copiando links para nosso del.icio.us. Mais nada.

O grande incentivo dos blogs profissionais no início dos anos 2000 foi a necessidade de expressão. Todo mundo queria publicar o que estava pensando, mesmo que não tivesse ninguém para ler. O trabalho era chato, os produtos eram ruins e a bolha nos deixou deprimidos. Queríamos uma plataforma nova, fácil e inteligente como os primeiros anos da Internet comercial não foi de fato. E quem diria que o que planejamos, a tal Web 2.0, iria nos deprimir também. E agora por excesso de trabalho.

Sim, eu acho que sei por que estou me sentindo assim. Não tem muita gente para ajudar. Digo, ajudar a pensar! Para quebrar pedra é fácil conseguir alguém. Agora alguém que saiba o que fazer com a pedreira…

Desde o ano passado estou recebendo vários pedidos por profissionais para todas as áreas, especialmente programadores. Estão todos alocados. Queria saber se tem gente nova, saindo de universidades e cursos técnicos, que esteja entrando no mercado hoje. Agora sim sentimos no mercado Web o que a galera de Tecnologia da Informação sofre há décadas: dezenas de milhares de vagas em aberto para uns poucos gatos pingados formados a cada ano.

Se você tiver alguma idéia do que mais está acontecendo com a gente, por favor se manifeste na caixa de comentários logo abaixo. Obrigada.