Sobre HTML e robôs

A convite dos queridos do Niteroi.JS compartilhei um pouco sobre a história do HTML e da sua relação com os diversos robôs da Web. Segue aí o ppt:

Obs.: esqueci de compartilhar o URL Linter, bookmark essencial para trabalhar com os compartilhamentos no Facebook. 🙂
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Twitter em três notas

Três rapidinhas sobre mídias sociais, em especial sobre Twitter.

  1. Semana passada foi publicada no Extra uma matéria bem básica sobre redes sociais onde fui entrevistada como uma social-o-holic.
  2. No próximo dia 30, estarei na 7a. edição do Sou+Web para o debate sobre Twitter como Ferramenta de Marketing Digital com Roberto CassanoLeonardo Bravo e Luis Ricardo Correia, com moderação de Roney Belhassof. Faça sua inscrição.
  3. Estou participando do Twitcast, um podcast sobre o Twitter juntamente com Leonardo BravoRoney BelhassofFernanda Lizardo e Bruno Dulcetti, com o apoio de Claudia Mello e da Vivi Reis. Também estou publicando no blog do podcast. Ouça o último episódio.
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A realidade paralela dos fakes no Twitter

Os perfis falsos ou fakes proliferam no Twitter criando constrangimentos para personalidades públicas. Mas já não era tempo de estas celebridades do mundo real acordarem para as mídias sociais e tomarem posse de suas marcas?

Fakes do Twitter

Ao descobrir que havia um perfil falso insultando outras pessoas públicas no Twitter, o vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, escreveu em seu blog oficial um comunicado para esclarecer que não era o responsável pelos perfis @ticosantacruz e @ticosntacruz. Afirmou que havia registrado queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática solicitando a remoção da conta e abrindo o caso para uma ação cível.

O caso não teria se tornado tão interessante se o fake não acusasse o outro perfil como falso. Comparando as duas timelines, é complicado para um leitor comum julgar qual é a verdadeira. Como no caso do famoso perfil de Vitor Fasano, os fakes se esmeram em tornar aquela timeline mais real, mais engraçada e mais intrigante.

O espaço disponível será conquistado pelo primeiro que chegar, ainda mais se for uma personalidade popular e polêmica. Não importa quando ou se o verdadeiro dono daquele nome vai entrar naquela rede social. Quem cuida do próprio nome como uma marca deve estar tão atento quanto as empresas. É mais intuitivo ver que @leojaime está no Twitter pela escolha do username. Um apelido como @mroficial, como o utilizado pela cantora Maria Rita, requer mais esforço para consolidar e para legitimar o perfil oficial. Por enquanto, a melhor forma de se fazer isso com segurança é através de comunicados para as mídias tradicionais.

Fakes do Twitter

O mercado poderá se auto-regular nos próximos anos ou sofrer intervenções mais dramáticas, como as que ocorrem no Orkut. Caso semelhante aconteceu com o registro de domínios das grandes empresas nos primeiros anos da Internet comercial no Brasil e a maior parte dos conflitos foram resolvidos com negociação e venda dos registros. Lá fora, no meio da corrida pelo primeiro milhão de usuários entre CNN e Ashton Kutcher, foi anunciado que a CNN comprou o perfil @cnnbrk de um usuário inglês. Para este usuário, atualizar esta conta por dois anos se tornou um investimento. Para a empresa, foi uma forma rápida de recuperar terreno e tornar o Twitter uma nova fonte de audiência.

Enquanto isso, todos aqueles que estão entrando depois do Asthon Kutcher e do Fantástico devem correr para segurar o melhor apelido que corresponda ao seu nome, ao do seu grupo ou ao do seu projeto. Se ele já foi registrado, analise o perfil e entre em contato. Muitos dos perfis falsos são canais de novidade mantidos por fãs. Verifique se eles possuem interesse em ceder ou mesmo vender a conta.

Esta pode ser uma oportunidade única para o mercado de assessores de comunicação. Hoje a fronteira é o Twitter. Amanhã? Não sabemos. A estratégia de enviar releases por fax ficou enterrada no século passado. É hora de planejar as ações também para os novos produtores de conteúdo: os consumidores.

Veja também:

Observação 

Este post participa da promoção do Social Media Brasil, um evento sobre mídias sociais que irá acontecer nos dias 5 e 6 de junho em São Paulo. Mais informações no site oficial.

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Twitter, I love you

Por que amamos Twitter e não Pownce, Jaiku ou mesmo Plurk? Como nos tornamos tão dependentes do relacionamento com certas ferramentas que, quando necessário, é doloroso migrar para outro serviço?

Twitter is over capacity

Os usuários do Twitter têm sofrido nas últimas semanas com constantes quedas no serviço, limitação no uso dos clientes de terceiros e notificações por mensagem instantânea. Mesmo assim há resistência em utilizar outros serviços. Qual seria o problema?

A primeira resposta seria a lista de amigos. No entanto, é virtualmente possível refazer boa parte dele em uma tarde em qualquer outro site que não dependam de convite, como o Jaiku. Basta enviar um email notificando seus contatos mais próximos. Se o conteúdo do seu microblogging for interessante para seus contatos, o sucesso da migração está garantido. Este não deveria ser o principal obstáculo e pude comprovar isso nas últimas semanas com a enxurrada de convites.

Vários fatores influenciam diretamente o sucesso do Twitter: sua simplicidade, sua interoperabilidade, sua popularidade. Graças a estes dois últimos, vários programas clientes de terceiros foram desenvolvidos pela comunidade, como extensões para Firefox, programas para diversos sistemas operacionais, clientes para celular, sites de mashups. Praticamente qualquer necessidade de experiência de usuário para a publicação e acompanhamento da rede Twitter está suprida. Quem já se acostumou aos seus modos favoritos de leitura, terá dificuldade nestes outros sites, ainda não tão populares.

Something is technically wrong

O grande fator de rejeição do Jaiku, por exemplo, é sua falta de simplicidade e clareza. O serviço optou por oferecer diversos recursos, o que tornou a interface bastante poluída e com poucas opções de personalização. Imagino que integrar todos estes recursos a um programa cliente também seja custoso demais para uma base de usuários não tão extensa.

A crise existencial dos serviços de microblogging é um caso incrível para o dia-a-dia do profissional Web. Temos que manter o foco na simplicidade da interface e objetividade na realização da tarefa. Qualquer firula, principalmente nos primeiros meses de um site, é um risco para a fidelização de usuários.

Ainda hoje, o usuário precisa se sentir conquistado e amado pelo site que participa. E ele não sonha com flores e bombons: o usuário deseja que serviço esteja disponível quando ele precisar. Se o serviço é bom, mas tem suas falhas, o usuário perdoa. Mas cuidado para não fazê-lo se sentir a mulher do malandro. Um dia, ele segue o seu rumo.

Referências e outras opiniões:

UPDATE:

Nos últimos dias, tenho usado o serviço do Ping.fm para publicar microposts para o Twitter, Jaiku, Pownce e Plurk simultaneamente. Foi um achado para a manutenção da base de amigos e para a produvidade no trabalho. Ainda mais com a versão móvel. É uma grande vantagem para o microblogueiro autista que “apenas fala para a parede”. Falta uma ferramenta que integre melhor as respostas que fazem do Twitter, por exemplo, mais uma rede social do que uma plataforma de publicação na Web.

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Twittetiquette

A sua “twittosfera” está saindo do controle? Não entre em pânico ainda. Veja a seguir alguns recursos e dicas para continuar sendo produtivo e acompanhar os hypes mantendo alguma sanidade mental.

  1. Não precisa seguir todo mundo que segue você. É algo gentil, mas aprenda que você pode ter admiradores e sua lista pode ficar impossível de acompanhar. Se resolver seguir, ligue as notificações por instant messenger (IM) e somente receba as mensagens de seus amigos. Desta forma, quando entrar em modo de procrastinação é só acompanhar via Web ou através de algum plugin ou programa cliente para o Twitter.
  2. Ligue o IM e a notificação por SMS, mas tenha cuidado com quem está na lista de notificação por IM. Seja criterioso senão seu celular não irá parar nunca de apitar.
  3. Saiba quando citam você ligando o modo paranóia. É possível rastrear todas as mensagens enviadas para você com um tracking. Digite no seu celular ou IM:
    track seunick

    Para desativar paranóia é só digitar:

    untrack seunick

    Isto serve para qualquer expressão: “track barcamprio”, “track nickdoseunamorado”, “track dogging São Paulo” e assim por diante.

  4. Saiba também quando estão falando com você por RSS. Vá até a tela Replies do seu perfil e assine o feed. A melhor ferramenta para isso é um cliente de e-mail, como o Thunderbird.
    Os replies são apenas interpretados desta forma quando o post começa com @nick (dica @crisdias). Portanto, o modo paranóia total é mais eficiente o tracking.
  5. Seus critérios para seguir ou não alguém são apenas seus! Ninguém precisa saber que foi rejeitado porque é um miguxo, um stalker ou um business bullshit generator.

Algumas ferramentas legais:

Se você tem alguma outra sugestão de twittetiquette, faça um comentário neste artigo!

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