A crise e o e-commerce 2.0

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A crise financeira nos tem levado numa montanha russa emocional: temos semanas otimistas e outras suicidas. Como em qualquer outra crise que já tenhamos vivenciado ou estudado, é o momento de cautela e paciência. Só que o Natal está chegando. Será que as grandes lojas estão preparadas para atingir suas metas em 2008 apesar da crise?

Para apimentar mais este cenário, o comércio eletrônico nacional deu uma sacudida nestas últimas semanas. Primeiro foi a chegada do Wal-mart. Menos de duas semanas depois, Submarino lança um novo redesign, talvez o mais radical de sua história.

Sacudida mais do que necessária. Desde a fusão de Americanas.com com Submarino há dois anos, o mercado se tornou um tédio só. Pouca competição ao longo do tempo leva a preços pouco competivos e serviços de baixa qualidade (alguém não tem alguma reclamação sobre entregas de Submarino e Americanas.com?). Ainda assim, as vendas pela Internet só subiram durante este tempo.

E é uma sacudida atrasada. O diferencial destes dois lançamentos é uma pitada de Web 2.0, algo que convivemos há anos já em todos os outros tipos de site. A seção Meu Wal-mart tenta algo de rede social, com foto do usuário, controle das resenhas feitas e agenda de eventos. Os produtos dos dois sites podem ser tagueados comunitariamente, e assim por diante.

O desafio agora é compensar o tempo perdido: pensar na Web Semântica, forçar mais os limites do SEO ético, inovar nos recursos de interface e de interação de verdade. O mundo inteiro lá fora já pensa na terceira onda da Web e não é hora para ficar parado olhando para a flutuação do dólar.

Mais referências:

Latitude, Longitude: A geolocalização na Web 2.0

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Toda nova mídia revoluciona o modo de ver o mundo e de estar conectado a outras pessoas. Desde a popularização do rádio, do telefone, da TV, sentimos que estamos mais próximos de culturas cada vez menos exóticas e mais acessíveis. Neste casos, foram eventos que ocorrem a cada trinta, quarenta anos. Desde o advento da Internet, damos saltos assim a cada ano. Se é para citar um salto relevante em 2005 para a Web, este evento será o resultado da popularização da geolocalização na Web, através dos lançamentos do Google Maps e Google Earth, suas APIs e seus genéricos.

O desenvolvimento de tecnologias e padrões geospaciais e sua conexão com a Internet não é novidade. No entanto, com o interesse despertado pelo Google Maps e Google Earth, aliado aos gadgets GPS que conhecemos há tempos, a geografia e a cartografia entraram na onda Web 2.0.

O desenvolvimento de aplicativos geoespaciais para a Web floresceram no segundo semestre de 2005. Talvez o mais popular desta leva, o Frappr!, relaciona comunidades virtuais com a localização de seus membros usando a API do Google Maps.

Outro sistema é o Plazes, ideal para quem usa laptops com conexão wireless e viaja muito. Basta fazer download do “launcher“, conectar-se à rede e o seu profile é atualizado com a informação de onde você está naquele momento. Alguns geeks nômades insanos, como Joi Ito ou John Baeyens, adoram ser rastrados, descobrir novos lugares e aumentar seu karma no sistema. Todas estas informações, claro, podem ser atualizadas em seu blog através de banners, applets ou feeds.

Mas antes de todos eles, Ask Björn Hansen criou o GeoURL. A idéia é localizar websites geograficamente através de quatro linhas de metadados contendo a latitude e longetude. Além de uma conta no sistema. A base do GeoURL pode ser acessada também através extensão para Firefox que informa a localização do site, seus sites vizinhos e faz o link direto para outros aplicativos como o próprio GeoURL, Google Maps, MapQuest e Multimap.

A lista não acaba aí: Flickrmap, Placeopedia, Cell Reception, Incident Log, Twitter Local, TwittEarth, entre outros.

Sendo apenas um aplicativo isolado de geolocalização, os “GeoWebApps” podem integrar características de redes sociais e folksonomia. Integrar geolocalização aos aplicativos já estabelecidos pode ser um bom upgrade aos sistema já existentes. Este foi, por exemplo, uma das primeiras solicitações dos usuários brasileiros no Orkut em 2004, e que foi bem implementada no clone UolK. A questão inicial será sempre se o nível de experiência do usuário irá possibilitar uma entrada de dados longitude/latitude capturada de um Maporama da vida ou fazer a localização por entrada textual de cidades, bairros e ruas.

Veja também:

  • Where 2.0 é uma conferência sobre geolocalização e desenvolvimento Web que será realizada em junho em San Jose, Estados Unidos;
  • The Geospatial Web: A Call to Action, What We Still Need to Build for an Insanely Cool Open Geospatial Web, artigo de Mike Liebhold na O’Reilly Network;
  • Geography Matters [pdf], um white paper da ESRI para sobre os usos da geografia e da tecnologia geoespacial em diversas áreas de atuação;
  • Google map API transforms the Web, no blog da ZDNet.