Compras coletivas se embolam no luxo

MINI One CooperDois sites de compras coletivas promoveram esta semana um produto diferente. Longe dos milhares de cupons para tratamentos de beleza, jantares e hospedagens, estes sites venderam carros MINI Copper com 50% de desconto. A compra era possível para o primeiro mortal com um cartão de crédito com limite acima de trinta mil reais (ah, quem me dera ter um destes!).

Mas, como você já deve estar imaginando, os sistemas deste tipo de sites não suportam bem demandas muito altas ou promoções-relâmpago como estas porque não foram planejados para isso.

Para furar o Grupon, que divulgou a promoção alguns dias atrás, o ClickOn liberou a venda ontem um pouco antes da meia-noite com desconto de 57% no preço final do produto. Sem planejamento adequado aconteceu o (im)previsto: trinta usuários compram um mesmo carro no mesmo segundo sendo que apenas uma compra foi validada. Entre tantas acusações de fraudes, não vejo aquela que poucos têm coragem de fazer: quem foi que teve esta ideia?

Grupon promoveu a mesma compra, sim, mas não sem antes criar um concurso cultural. Aquele que enviasse a melhor frase teria o direito a saber o horário da liberação da venda do carro. Concurso cultural é uma saída nada criativa, eu sei, mas funcionou! A promoção só não foi um sucesso completo pois o usuário vencedor não é o comprador do carro. Mas não há ninguém questionando a empresa, a venda ou o ganhador nas mídias sociais.

Promoções são válidas para promoção de marcas, produtos e serviços, mas requerem um planejamento adequado. E não há planejamento sem tempo, sem brainstorm, sem infraestrutura, sem consultar todos os departamentos envolvidos (sim, a tecnologia também, por que não?) e, principalmente, sem um plano alternativo. O timing de uma promoção é apenas um dos elementos a serem considerados e talvez nem é o mais importante.

Mais aqui: ClickOn fura Groupon e vende MINI One por R$ 29.999, mas processo gerou desconfiança

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O luxo na era das compras coletivas

Recebi agora um cupom-desconto do MyHabit  um novo e-commerce da Amazon com ofertas de grifes como Dolce & Gabbana e Puma. Babei na experiência do usuário com sua vitrine em vídeo e interface minimalista. Há algum tempo tenho acompanhado o Fab.com, que possui a mesma proposta só que com itens de design.

Tela de produto do Fab.com

Estes sites fazem parte de uma tendência de evolução comercial dos de compras coletivas como Grupon e Peixe Urbano. A empresa fecha um acordo com produtos que precisam de visibilidade ou estão encalhados. A oferta fica disponível de um a três dias na loja virtual. Os usuários podem assinar a newsletter com as ofertas do dia. E sim, o email marketing será ainda por muito tempo uma das fontes primordiais de vendas no e-commerce.

Aqui podemos ver diversas oportunidades para investir no mercado de luxo. É uma indústria estável, com consumidores fiéis e que não entra em crise nunca. Vinhos, maquiagem, jóias, acessórios e gadgets, são vários os produtos que se encaixam em negociações de alto nível bem longe do perrengue dos salões de beleza e restaurantes. Mas será que esta será uma boa ideia para o mercado nacional, principalmente com a nova classe média que emergiu nos últimos anos? O que você acha?

Tela de produto do Fab.com

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Três motivos para usar (ou não) os comentários do Facebook em seu site

Fui surpreendida pelas mudanças no Big Picture, a página de galerias fotojornalísticas do site do jornal do Boston Globe. A partir de agora, o usuário contribuir nesta seção somente através do widget de comentários do Facebook. Os motivos para esta mudança foram descritos desta forma:

Facebook é ubiquo; possui mais de 500 milhões de usuários ativos, 70% deles não são dos Estados Unidos. Está disponível em 70 idiomas. Era a melhor ferramenta que pudemos encontrar para servir a audiência mundial de fãs do Big Picture.
[referência]

O Facebook pode estar presente em diversos países e em diversas plataformas, mas será mesmo que as redes sociais significam o fim dos sites da Web como conhecemos? Questionei há um ano que o fim estaria nos aplicativos, um pouco antes de um famoso artigo na Wired afirmar que estava de fato nas redes. Há algumas empresas abrindo mão de desenvolvimento de sites tradicionais para criar e manter fan pages, mas esta sempre foi uma decisão de marketing baseado na estratégia do produto ou serviço e não uma decisão técnica.

Além disso, Facebook faz parte de uma nova leva de empresas favorecidas por um investimento maciço que vai na contra-mão da recessão europeia, americana e japonesa. Não precisamos ir muito longe para temer que esta é uma bolha que eventualmente pode explodir com consequências imprevisíveis. Mais que isso: sabemos que há um ciclo de vida entre nas plataformas digitais.

Por outro lado, quem disse que seu site vai durar mais que o Facebook? Devemos estar preparados para surfar em cada grande onda da internet?

Os comentaristas possuem a opção de compartilhar seus comentários no site com seus amigos no Facebook, que poderão ser apresentados às fantátiscas fotografias do Big Picture.

Neste ponto, não resta dúvidas para ninguém. As redes sociais hoje são responsáveis por grande parte do tráfego na maior parte dos site e blogs que conhecemos. É provável que estas fontes devem passar os mecanismos de busca em número de acessos.

A qualidade dos comentários deve melhorar com as pessoas usando seus nomes verdadeiros.

Aqui temos uma premissa falsa ou um falha em definir “qualidade em comentários”. Boa parte dos comentários destas fotogalerias são tão resumidas quanto um “curti”, e um “curti” em diversos idiomas. Se antes os usuários temiam em comentar em seu idioma local, agora não há motivo para tanto. A quantidade de comentários certamente cresce. E a qualidade do debate melhora junto?

O que você acha?

O que você precisa saber sobre HTML5

HTML5 está sendo discutido por todo lado. Natural. É a grande novidade da década no desenvolvimento para a Web. Depois de anos de indas e vindas com o XHTML2, W3C se uniu aos dissidentes do WHATWG para continuar desenvolvendo a especificação do HTML.

As maravilhosas oportunidades do HTML5 você pode ver no HTML5 Demos and Examples, no HTML5 Gallery ou no HTML5 Watch. Mas o que de fato você precisa saber antes de tomar uma decisão em aplicar este tipo de documento ao seu projeto?

Código mais frouxo

Nos últimos anos, a obsessão pelo código válido e bem formado nos fez esquecer o princípio do HTML: qualquer um pode escrever documentos e publicá-los na Web. Para quem trabalha com CSS e JavaScript, esta obsessão tem uma razão de ser. Qualquer trecho mal formado pode criar problemas de renderização indecifráveis. Nesta nova especificação, voltamos a não obrigatoriedade de fechar tags do HTML 4.

Além disso, o HTML5 permite tags escritas em caixa alta ou baixa. Quem tem TOC terá problemas em trabalhar com um código colaborativo ou legado.

Não há plugin de validação de código

Esta é uma meia verdade. Existe uma opção no Web Developer para exibição da validação da página que cobre o HTML5. O problema é navegar em outras páginas durante o trabalho. Tudo fica extremamente lento. E também há este plugin para Firefox que joga para o html5.validator.nu, o que é totalmente inútil se você estiver trabalhando localmente. E se você estiver com algum tempo livre sobrando, pode também instalar o validator.nu no seu ambiente local e usar o plugin do 456 Berea Street. Não tenho uma teoria de o porquê de não termos um bom plugin para validação ainda.

É de verdade ou é de brincadeirinha?

Qualquer aplicação ou site já desenvolvido pode ser passado integralmente para HTML5 sem dano. Basta mudar declaração do tipo de documento e validar a página para corrigir alguns detalhes. Mas o ideal é verificar quais são as novas tags disponíveis para a organização de um documento e treinar novas aplicações em diversos tipos de documento. Aqui vale um estudo mais cuidadoso dos modelos de conteúdo (ou content models). Aí está algo que nunca demos muita importância no passado principalmente depois das “verdades absolutas” proclamadas pelos evangelistas de SEO sobre o peso de cada elemento dentro de um documento e a relevância destes conteúdos para os mecanismos de busca.

E funciona no Internet Explorer?

Sim, HTML5 funciona no Internet Explorer com um JavaScript para habilitar as tags específicas. Mas não se preocupe: HTML5 está nos planos da Microsoft para o IE 10. Veja mais sobre este script no HTML5 Doctor.

De qualquer forma…

Todo desenvolvedor deve aprender HTML5. Nunca sabemos quando será o próximo projeto e quais serão seus requisitos básicos. E esta nova especificação não é difícil. Tenha em mente apenas que a semântica está mais presente e tem um papel mais fundamental do que nas versões anteriores. E este sempre foi o calcanhar de Aquiles do desenvolvimento para a Web.

Lembre-se sempre: HTML5 é mais do que as maravilhosas tags que permitem conteúdo rico em dispositivos móveis da Apple. ;)

Veja mais sobre este assunto:

Aprenda HTML5:

E você tem alguma consideração sobre o desenvolvimento em HTML5?

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